Câmara Municipal de Nova Iguaçu avança em políticas de proteção à saúde mental e bem-estar da população
A proposta que regulamenta o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos por estudantes nas escolas da rede pública e privada do município, assinada pelos vereadores Dr. Marcio Guerreiro e Marcio Fonseca, segue agora para sanção do Executivo e surge como resposta à crescente preocupação com os impactos do uso excessivo da tecnologia sobre o rendimento escolar e a saúde mental de crianças e adolescentes.

(*) Por Geraldo Perelo
Em uma manhã marcada por debates sobre convivência, educação e saúde emocional, a Câmara Municipal de Nova Iguaçu aprovou, nesta terça-feira (18), duas importantes medidas que se somam aos esforços de construção de uma cidade mais humana e preparada para os desafios contemporâneos.
A primeira delas regulamenta o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos por estudantes nas escolas da rede pública e privada do município. A proposta, assinada pelos vereadores Dr. Marcio Guerreiro e Marcio Fonseca, segue agora para sanção do prefeito Dudu Reina e surge como resposta à crescente preocupação com os impactos do uso excessivo da tecnologia sobre o rendimento escolar e a saúde mental de crianças e adolescentes.

Vereadores Marcio Fonseca e Dr. Marcio Guerreiro: uso consciente do celular
A nova regulamentação não busca demonizar os aparelhos, mas devolver à escola seu papel central como espaço de convivência e aprendizagem. O texto prevê que cada unidade escolar estabeleça diretrizes claras sobre horários e formas de utilização, sempre priorizando o foco nas atividades pedagógicas. O uso de celulares para fins educacionais está autorizado, desde que monitorado por professores, colocando a tecnologia como aliada — e não protagonista — do processo de ensino.
Para o vereador Dr. Marcio Guerreiro, o avanço é necessário diante da realidade atual. “O crescimento do uso descontrolado, principalmente dos celulares, tem afetado diretamente o rendimento escolar, além de ampliar casos de ansiedade, isolamento e conflitos entre estudantes. A escola é um espaço de desenvolvimento humano e convívio. É fundamental promover um ambiente saudável, onde a tecnologia seja aliada da aprendizagem, e não um fator de risco à saúde mental”, afirmou.
A medida dialoga com alertas de especialistas em educação e psicologia, que vêm denunciando os efeitos da hiperconectividade no desenvolvimento juvenil: dependência digital, baixa capacidade de atenção, dificuldades de socialização e maior exposição a conteúdos prejudiciais. Ao regulamentar o uso, o município cria um instrumento de proteção, estabelecendo limites e promovendo ações de conscientização que envolvem pais, responsáveis e toda a comunidade escolar.
O vereador Marcio Fonseca reforça que a proposta não deve ser encarada como uma forma de punição. “Nosso compromisso é garantir que a escola seja um espaço de convivência saudável e de pleno desenvolvimento. A regulamentação do uso do celular preserva a concentração, a saúde mental e a qualidade das relações entre os alunos, ao mesmo tempo em que permite o uso pedagógico da tecnologia de forma responsável”, explicou.
Terapia do Riso nas unidades de saúde
Na mesma sessão, outro projeto foi aprovado em segunda discussão: a instituição da Terapia do Riso como prática complementar de acolhimento e cuidado nas unidades públicas de saúde de Nova Iguaçu. Proposta pelo vereador Claudio Haja Luz, a iniciativa reconhece o riso como instrumento terapêutico capaz de humanizar o ambiente hospitalar e contribuir para o bem-estar emocional e físico dos pacientes.
Pesquisas nacionais e internacionais apontam que o riso, além de reduzir o estresse e melhorar o humor, pode fortalecer o sistema imunológico, ampliar a sensação de acolhimento e colaborar significativamente no processo de recuperação. Trata-se de uma política pública simples, de baixo custo e alto impacto social.
“Queremos tornar o ambiente hospitalar mais humano, leve e acolhedor. A Terapia do Riso não substitui tratamentos médicos, mas colabora diretamente para a melhora emocional e física dos pacientes”, destacou o autor do projeto.

O vereador Haja Luz“ defende um ambiente hospitalar mais humano, leve e acolhedor
Uma cidade que se fortalece pela humanização
As duas medidas aprovadas revelam uma Câmara alinhada às urgências contemporâneas: proteger a saúde mental dos jovens, promover uma convivência escolar mais saudável e tornar o atendimento em saúde mais humano e acolhedor. Em tempos de hiperconexão, estresse urbano e desafios sociais cada vez mais complexos, iniciativas como essas reforçam o compromisso do poder público com políticas que cuidam das pessoas — e que resgatam o valor da presença, do diálogo e do encontro humano.
(*) Com Acom / CMNI















Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.