Assembleia Legislativa do Rio discute questões relacionada à violência contra profissionais da Enfermagem

Assembleia Legislativa do Rio discute questões relacionada à violência contra profissionais da Enfermagem

Dados do Conselho Regional de Enfermagem apontam que, nos últimos cinco anos no Estado, o órgão recebeu mais de 700 denúncias de violência contra profissionais de enfermagem. A cidade do Rio lidera estas denúncias, correspondendo a mais de 61% dos casos.

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem agredidos por pacientes e vítimas de assédio em seus locais de trabalho. Esse foi o assunto debatido por dezenas de parlamentares e profissionais de Enfermagem durante audiência pública nesta segunda-feira (29), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

No encontro, ficou decidido que a Alerj pretende criar uma Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores da Saúde. A decisão foi anunciada no encontro.

Uma das parlamentares presentes no evento, a deputada federal Enfermeira Rejane (PC do B) comentou sobre o destaque do aumento dos registros de violência nos últimos 12 anos.

“Em 2013, fizemos uma audiência pública falando justamente sobre a violência física que os profissionais da saúde vinham sofrendo. Fizemos o debate, apontamos projetos de lei e obrigamos a prefeitura a realizar uma campanha dentro das unidades de saúde. Infelizmente, de lá pra cá, os casos aumentaram muito. Se não tomarmos medidas efetivas agora, não sabemos o que vai acontecer. Esse é o momento de chamarmos as autoridades. Queremos um programa que coloque um monitoramento nas unidades de saúde, que o piso salarial seja posto em prática, e que as Organizações Sociais saiam da administração das unidades de saúde”, cobrou.

Deputada e enfermeira Rejane defende monitoramento eletrônico nas unidades de saúde

Dados do Conselho Regional de Enfermagem apontam que, nos últimos cinco anos no Estado, o órgão recebeu mais de 700 denúncias de violência contra profissionais de enfermagem. A cidade do Rio lidera estas denúncias, correspondendo a mais de 61% dos casos.