Apoio cultural e destinou R$ 1,5 milhão a grupos de bate-bolas do interior e Baixada Fluminense

Apoio cultural e destinou R$ 1,5 milhão a grupos de bate-bolas do interior e Baixada Fluminense

Editais contemplam agremiações por editais, valorizando uma das manifestações mais tradicionais do Carnaval

O Governo do Estado do Rio ampliou o apoio à cultura popular fluminense e garantiu, por meio de editais, R$ 1,5 milhão em investimentos para grupos de bate-bolas de cidades fora da Capital. Ao todo, 59 grupos do interior e da Região Metropolitana foram contemplados em edital com 100 agremiações deste tipo, fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais do Carnaval fluminense e impulsionando a economia criativa nos municípios.

— O carnaval é a tradução de orgulho e identidade de um povo. Mais que isso, é uma ponte para gerar emprego, renda e pertencimento. Apoiar os bate-bolas é reconhecer uma expressão cultural que atravessa gerações e movimenta comunidades inteiras, especialmente fora da Capital. Nosso governo tem compromisso com a cultura popular em todo território fluminense, sem distinção de regiões – justifica o governador Cláudio Castro.

As turmas de bate-bolas, ou Clóvis, como também são chamados, são consideradas Patrimônio Cultural do Rio. Elas pertencem a uma tradicional e excêntrica manifestação carnavalesca de rua, típica dos subúrbios e periferias. Vestidos com fantasias extravagantes, arredondadas e com tecidos franzidos, máscaras assustadoras e bastões com bolas que são batidas no chão, seus integrantes provocam muito barulho e estardalhaços por onde passam.

Os recursos destinados pelo Governo do Estado permitem investimentos em fantasias, adereços, logística, ensaios e organização dos desfiles. Os grupos contribuem diretamente para a geração de empregos temporários e o fortalecimento de cadeias produtivas locais, como costureiras, aderecistas, músicos e comerciantes.

Tradicionais em diversas cidades fluminense, os grupos de bate-bolas são símbolos de resistência cultural e identidade comunitária. Com o subsídio do Governo do Estado, a gestão atual busca descentralizar investimentos, democratizar o acesso aos editais culturais e garantir que o Carnaval seja celebrado com segurança, estrutura e valorização das raízes culturais da maior festa popular do Brasil.

Criatividade dos foliões do interior

Um carnaval de criatividade. É o que se nota nos divertidos nomes dos grupos de bate-bolas de Norte a Sul do Estado do Rio. Tem de tudo. Do “Bonde do Padre Marcelo”, “Turma do Sr. Tranca Rua” e “Sistema Nervoso” ou “Ursinho Pooh”, a imaginação dos foliões não tem limites. O que dizer da Turma da Playboyzada”, que tira onda nas ruas de São Gonçalo, a exemplo dos “Inimigos do Fim”, de Nilópolis, que parecem determinados a esticar o carnaval até a Quarta-feira de Cinzas? Sem esquecer dos famosos “Guardiões da Lagosta”, sucesso em Miracema.

“As Enroladas”, de Nova Iguaçu, formam um grupo que passa longe de ser organizado, mas que, para compensar, tem animação e carisma de sobra. Já a clássica “Turma do Funil” não poderia faltar na maior festa popular do país, mantendo viva a tradição etnográfica do improviso. O grupo “Os Zangados”, de Niterói, por sua vez, sempre provaram que não tem nada de mau-humor, mas que o nome remete mesmo à “revolta” com o fim do Carnaval, na Quarta-Feira de Cinzas.