Associação Comercial e Empresarial de Nilópolis e Baixada Fluminense (Acenil) adere a manifesto estadual contra supersalários e reforça defesa do setor produtivo

Associação Comercial e Empresarial de Nilópolis e Baixada Fluminense (Acenil) adere a manifesto estadual contra supersalários e reforça defesa do setor produtivo

O documento, assinado por associações comerciais, federações e entidades empresariais de diversas regiões do estado, critica duramente projetos aprovados de forma acelerada e sem transparência, que, segundo Juan Medeiros (foto) abrem brechas para remunerações acima do teto constitucional no serviço público, especialmente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal

Por Geraldo Perelo

A Associação Comercial e Empresarial de Nilópolis e Baixada Fluminense (ACENIL), presidida por Juan Medeiros, oficializou sua adesão ao manifesto coletivo que reúne entidades representativas do ecossistema empresarial produtivo do Estado do Rio de Janeiro em repúdio à criação de mecanismos que permitem o pagamento de supersalários no Congresso Nacional.

A Acenil é signatária da iniciativa, que está sendo capitaneada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj) e Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Acierj). O documento, assinado também por entidades empresariais de diversas regiões do estado, critica duramente projetos aprovados de forma acelerada e sem transparência, que abrem brechas para remunerações acima do teto constitucional no serviço público, especialmente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

No primeiro dia de atividades legislativas, após o recesso, o Congresso Nacional aprovou projetos de lei que reajustam salários e reestruturam carreiras de servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.


Para a ACENIL, a medida representa um profundo desalinhamento entre o Poder Legislativo e a realidade enfrentada diariamente por empresários, empreendedores e trabalhadores brasileiros. Segundo o presidente da entidade, Juan Medeiros, enquanto o setor produtivo convive com elevada carga tributária, juros altos, excesso de burocracia e insegurança jurídica, iniciativas como essa ampliam privilégios para uma parcela restrita do funcionalismo público, financiados por toda a sociedade.

Penduricalhos e artifícios administrativos

A entidade destaca que sua posição não é contrária ao serviço público nem aos servidores que exercem suas funções com dedicação e recebem salários compatíveis. O repúdio, segundo a ACENIL, é direcionado aos chamados “penduricalhos” e artifícios administrativos que distorcem o teto constitucional, comprometem o equilíbrio fiscal e aprofundam a desigualdade no uso dos recursos públicos.

Ao integrar o manifesto estadual, a ACENIL reforça a defesa de princípios como transparência nas votações parlamentares, respeito ao teto constitucional, eliminação definitiva de privilégios indevidos em todos os Poderes e a necessidade urgente de uma reforma administrativa que valorize o mérito, a eficiência e o interesse público.

A associação também ressalta que decisões com impacto bilionário sobre o orçamento público precisam ser debatidas de forma ampla, com participação da sociedade e do setor produtivo, principal responsável pela geração de empregos, renda e arrecadação de impostos no país.

Com a adesão ao manifesto, a ACENIL reafirma seu compromisso institucional com o desenvolvimento econômico da Baixada Fluminense e do Estado do Rio de Janeiro, defendendo um ambiente de negócios mais justo, previsível e alinhado aos interesses da maioria da população brasileira