Corrida eleitoral provoca renúncia em massa: governadores e prefeitos deixam cargos mirando 2026

Corrida eleitoral provoca renúncia em massa: governadores e prefeitos deixam cargos mirando 2026

No Rio de Janeiro, o cenário ganhou contornos específicos. O governador Cláudio Castro não seguirá na disputa após decisão da Justiça Eleitoral que o tornou inelegível. Com a ausência de vice no estado, caberá ao Supremo Tribunal Federal definir se haverá eleição direta ou indireta para um mandato-tampão até o fim do ano.

O cenário político brasileiro entrou oficialmente em modo eleitoral após o fim do prazo de desincompatibilização, neste sábado (4). A regra, prevista na legislação, obrigou chefes do Executivo — como governadores, prefeitos e ministros — a deixarem seus cargos seis meses antes das eleições para poderem disputar novos mandatos.

Levantamento aponta que pelo menos 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram aos seus postos com o objetivo de concorrer a diferentes cargos em 2026. A medida busca evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral, garantindo maior equilíbrio na disputa.

Entre os governadores, a maioria dos que deixaram o cargo pretende disputar vagas no Senado, que terá 54 das 81 cadeiras renovadas. Também há nomes mirando voos mais altos, como as pré-candidaturas à Presidência da República de Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Em contrapartida, outros chefes estaduais optaram por permanecer no cargo, apostando na reeleição ou na conclusão de seus mandatos.

Rio de Janeiro ainda depende do STF

No Rio de Janeiro, o cenário ganhou contornos específicos. O governador Cláudio Castro não seguirá na disputa após decisão da Justiça Eleitoral que o tornou inelegível. Com a ausência de vice no estado, caberá ao Supremo Tribunal Federal definir se haverá eleição direta ou indireta para um mandato-tampão até o fim do ano.

Já entre os prefeitos de capitais, o movimento também foi significativo. Nomes de peso deixaram suas funções de olho nos governos estaduais, como Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, João Campos, no Recife, e JHC, em Maceió. A tendência é que esses ex-prefeitos protagonizem disputas acirradas nos estados.

No âmbito federal, a reconfiguração também atingiu a Esplanada dos Ministérios. Pelo menos 17 ministros deixaram seus cargos para concorrer a diferentes postos, incluindo disputas para governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados. Entre eles estão Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. O vice-presidente Geraldo Alckmin também deixou o ministério que comandava para se manter na chapa presidencial.

Apesar das saídas, a renúncia não garante candidatura automática. A oficialização dos nomes só ocorrerá em agosto, durante as convenções partidárias e o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Com as mudanças, o país entra em uma nova fase política, marcada por articulações intensas, alianças estratégicas e a redefinição de forças nos estados e no cenário nacional.