Duque de Caxias e municípios do entorno concentram o maior número de casos de roubo de cargas no estado, diz a Firjan
Estudos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontam que, mesmo com queda de 9% no número de ocorrências, em 2025, esse tipo de crime resultou em um prejuízo direto estimado de R$ 314 milhões no ano passado.

A Firjan Caxias e Região reuniu o Grupo de Trabalho de Ações de Enfrentamento ao Roubo de Cargas na Baixada Fluminense nesta terça-feira (31), para debater os resultados das ações desenvolvidas para o combate a esse tipo de crime, não só na Baixada Fluminense, mas em todo o estado do Rio de Janeiro.
Na ocasião, foram apresentados os dados do recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que apontam para a queda de 9% no número de ocorrências em 2025, em relação ao ano de 2024. No entanto, esse tipo de crime resultou em um prejuízo direto estimado de R$ 314 milhões no ano passado.
O recuo no número de casos foi enfatizado pelos órgãos e entidades presentes, que ressaltaram que, apesar do avanço, os registros ainda impõem custo elevado à economia fluminense. De acordo com o estudo da Firjan, dois em cada três empresários afirmam que as decisões de investimentos no Rio de Janeiro são afetadas pelas condições de segurança no estado.
O conselheiro da Firjan Caxias e Região e líder do grupo, Silvio Carvalho, ressalta que é de extrema relevância a manutenção da atuação do grupo para que medidas de combate continuem sendo propostas e aplicadas.

Ao todo, foram registradas 3.114 ocorrências ao longo do ano de 2025, com Duque de Caxias e região concentrando grande parte das ocorrências do estado (36%).
“Esse é um momento de troca importantíssimo. A partir do que discutimos aqui, entendemos que é o momento de voltar a atenção aos receptadores dos produtos roubados. Os órgãos de segurança precisam adotar medidas para enfrentar a infraestrutura existente para esse tipo de crime”, enfatizou.
A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), instalada em Belford Roxo há sete meses, é um dos fatores apontados como de relevância para o combate ao roubo de cargas na Baixada Fluminense.
“A queda no número de ocorrências é fruto de um trabalho integrado entre as forças de segurança e o setor privado, e sempre é possível melhorar. Reconhecemos que houve uma redução de casos e vamos trabalhar para reduzir ainda mais esses números”, destacou o titular da DRFC, Cassiano Conte, ressaltando os resultados da Operação Torniquete que direciona equipes para as áreas de maior incidência.
Segundo Ipojucan Magalhães, especialista em segurança corporativa da Braskem, a empresa mantém investimentos contínuos em segurança privada, tecnologia e na capacitação dos profissionais para atuação em situações de risco nas estradas. Ele destacou a relevância do grupo de trabalho e o avanço das estratégias adotadas após a criação da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC).
“Trata-se de um grupo diverso, que reúne diferentes órgãos de segurança pública em um esforço conjunto, com iniciativas eficazes no combate ao roubo de cargas. Esse trabalho integrado é essencial para o monitoramento e a prevenção”, afirmou.
O relato do empresário enfatiza o dado do estudo da Firjan, que aponta que os custos com o roubo de carga vão além da perda direta. Contemplam ainda custos indiretos, como a contratação de segurança privada e seguros, que, em muitos casos, superam a perda direta.
Em média, 8 caminhões roubados por dia
Ao todo, foram registradas 3.114 ocorrências ao longo do ano de 2025. É o menor número dos últimos 13 anos, no entanto, o estudo mostra a concentração das ocorrências na Região Metropolitana (99%). Apesar da redução observada na BR-040, o município de Duque de Caxias e região concentrou grande parte das ocorrências do estado (36%). A CISP 59 (Duque de Caxias) registrou o maior número de ocorrências (399) no estado do Rio de Janeiro.
Em relação ao ano de 2024, o aumento foi de 29%, ou seja, 89 casos a mais. Esse aumento foi o maior registrado em números absolutos, resultando em uma média de mais de uma ocorrência por dia. No entanto, a CISP 60 (Campos Elíseos), localizada próxima ao entroncamento da BR-040 com o Arco Metropolitano e a Dutra, registrou uma redução de 18%, com 63 casos a menos em relação ao ano de 2024, ano em que a CISP liderou os registros de ocorrências do estado.
Maior parte dos casos ocorreu em oito das 137 Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP). Essas regiões são cortadas pelas principais rodovias fluminenses (BR-040 – Rodovia Washington Luís, BR-101 – Avenida Brasil e Rio-Espírito Santo, BR-116 – Rodovia Presidente Dutra e BR-493 – Arco Metropolitano) e estão próximas a importantes espaços industriais.















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