Feminicídio em Alerta: Palestra na Casa da Mulher de Nilópolis Expõe Escalada da Violência e Cobra Ação Urgente

Feminicídio em Alerta: Palestra na Casa da Mulher de Nilópolis Expõe Escalada da Violência e Cobra Ação Urgente

Mais do que um evento, a palestra se consolidou como um chamado à consciência coletiva. Discutir o feminicídio é enfrentar uma realidade dura, mas necessária — porque ignorá-la é permitir que a violência continue avançando.

Diante de uma realidade alarmante e persistente, a Casa da Mulher Nilopolitana promoveu, nesta quarta-feira (18/3), uma palestra que colocou em evidência a gravidade do feminicídio e a necessidade imediata de ação. Com o tema Da caça às bruxas ao feminicídio: a contínua perseguição às mulheres”, o encontro, realizado na 24ª Subseção da OAB Nilópolis, integrou a programação do Mês da Mulher e trouxe à tona um problema que segue tirando vidas diariamente.

A delegada de Polícia do Rio de Janeiro e professora de Direito Penal e Processual Penal, Sandra Ornellas, conduziu a palestra com um alerta contundente: a violência contra a mulher não começa no extremo — ela se constrói em atitudes cotidianas, na misoginia naturalizada e na omissão social. Segundo ela, sem prevenção real e políticas eficazes, o desfecho pode ser fatal.

encontro, realizado na 24ª Subseção da OAB Nilópolis, integrou a programação do Mês da Mulher


“Precisamos romper com ações superficiais. O feminicídio é o resultado de uma sequência de violências ignoradas. É urgente valorizar as mulheres e agir antes que seja tarde”, enfatizou.

A superintendente dos Direitos da Mulher, professora Nilcea Cardoso, reforçou o cenário preocupante e destacou que o aumento dos casos exige mais do que indignação: exige mobilização permanente. Para ela, o combate à violência passa pela união de esforços entre instituições e pela preparação contínua de todos os agentes envolvidos.

“Não podemos tratar esse tema como pontual. Ele é recorrente, urgente e exige respostas firmes. Cada falha na rede de apoio pode custar uma vida”, alertou.

Mais do que um evento, a palestra se consolidou como um chamado à consciência coletiva. Discutir o feminicídio é enfrentar uma realidade dura, mas necessária — porque ignorá-la é permitir que a violência continue avançando.