Governo do Estado decreta ponto facultativo para Quinta-feira Santa (2) e o Rio já se prepara para a grande fuga do feriadão
O descanso prolongado incentiva milhares de cariocas e fluminenses a deixarem a capital e o estado em busca de lazer, enquanto comunidades religiosas devem ocupa as ruas e igrejas em uma das celebrações mais simbólicas do calendário católico.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais no dia 2 de abril de 2026. A decisão considera o feriado prolongado em razão da Sexta-Feira Santa, 3 de abril. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (31).
A medida vale para órgãos e entidades da administração pública estadual, incluindo autarquias e fundações, com exceção dos serviços essenciais, como segurança, saúde e demais atendimentos indispensáveis à população.
Feriadão com fuga
O feriadão de Corpus Christi promete mudar o ritmo do Rio de Janeiro, dividindo a cidade entre o silêncio de quem parte e a devoção de quem fica. Com a quinta-feira marcada como ponto facultativo — prática comum adotada por órgãos públicos — e a sexta-feira também sem expediente em muitas repartições, o resultado deverá será um descanso prolongado que incentiva milhares de cariocas e fluminenses a deixarem suas cidades em busca de lazer, enquanto comunidades religiosas ocupam ruas e igrejas em uma das celebrações mais simbólicas do calendário católico.

O feriadão de Corpus Christi deve levar cariocas e fluminenses às praias fluminenses
Desde a véspera, o movimento nas principais saídas da cidade já indica o cenário típico de feriadão: rodovias congestionadas, rodoviárias cheias e aeroportos operando com fluxo acima do normal. Destinos tradicionais como Região dos Lagos, Costa Verde e Região Serrana voltam a liderar a preferência dos viajantes, consolidando o fenômeno do êxodo urbano que esvazia o Centro e áreas comerciais do Rio e de outras regiões. Em contraste, praias e cidades turísticas registraram grande movimentação, impulsionando o setor de hospedagem, alimentação e serviços.
Celebrações religiosas
Enquanto uma parte da população aproveita os dias de folga para descansar, outra mantém viva a essência religiosa da data. Em diversos bairros do Rio e municípios da Baixada Fluminense, fiéis devem se reunir desde as primeiras horas do dia para confeccionar os tradicionais tapetes de sal, uma manifestação cultural e espiritual que transforma ruas em verdadeiros corredores de arte e devoção. Utilizando sal colorido, serragem, flores e outros materiais, os desenhos representam símbolos religiosos e passagens bíblicas, preparando o caminho para as procissões.

A confecção de tapetes de Corpus Christi é uma das tradições mais bonitas e simbólicas da celebração de Corpus Christi,
No Centro da cidade, celebrações religiosas atraem grande número de participantes, com destaque para missas e rituais na Catedral Metropolitana de São Sebastião, um dos principais pontos de encontro dos católicos durante a data. As procissões, marcadas por cânticos e momentos de reflexão, reúnem famílias, grupos religiosos e visitantes em um ambiente de fé que resiste ao passar do tempo e às mudanças da vida urbana.
Economia aquecida
Apesar do esvaziamento parcial, o feriadão também aquece a economia em diferentes frentes. Bares, restaurantes e quiosques em áreas turísticas registram aumento na demanda, enquanto hotéis fora da capital operam com alta ocupação. Ao mesmo tempo, serviços essenciais seguem funcionando normalmente, garantindo atendimento à população que permanece na cidade, embora bancos e repartições públicas tenham suspendido o expediente na quinta-feira.
Entre o descanso e a religiosidade, o feriadão de Corpus Christi reafirma uma das características mais marcantes do Rio de Janeiro: sua capacidade de viver diferentes realidades ao mesmo tempo. De um lado, a cidade que se esvazia e segue pelas estradas; de outro, ruas que ganham cor, significado e espiritualidade. No fim, o que se deve ver é um retrato fiel do carioca — que sabe aproveitar o tempo livre, mas também preserva tradições que atravessam gerações e continuam dando sentido ao calendário.















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