Magé recebe 2º Fórum Climático com foco em soberania alimentar e justiça ambiental na Baixada Fluminense
A iniciativa, organizada pelo Instituto Mirindiba, parte de um diagnóstico claro: a segurança alimentar da região metropolitana depende diretamente da preservação dos territórios produtivos da Baixada. A lógica é simples e contundente — se a Baixada não planta, a capital não janta.

A Baixada Fluminense sediará, no próximo dia 21 de março, um dos mais importantes debates regionais sobre clima, produção de alimentos e direitos sociais. O 2º Fórum Climático de Magé, que terá como tema “Territórios e Maretórios por Soberania Alimentar”, reunirá lideranças comunitárias, pescadores artesanais, agricultores familiares, pesquisadores e ativistas para discutir caminhos concretos diante da crise ambiental e da insegurança alimentar.
A iniciativa, organizada pelo Instituto Mirindiba, parte de um diagnóstico claro: a segurança alimentar da região metropolitana depende diretamente da preservação dos territórios produtivos da Baixada. A lógica é simples e contundente — se a Baixada não planta, a capital não janta.
Com foco na proteção dos ecossistemas e das populações que dependem da terra e das águas para sobreviver, o encontro pretende enfrentar o chamado “nutricídio”, termo utilizado para descrever a negação estrutural do direito à alimentação saudável. A discussão ganha ainda mais relevância diante dos impactos recentes das mudanças climáticas na região, especialmente após enchentes que atingiram áreas como o distrito de Suruí.
Guia popular será lançado durante o evento
Um dos destaques da programação será o lançamento do Guia Popular de Soberania Alimentar e Combate à Fome em Magé (RJ). O documento apresenta um diagnóstico territorial detalhado e propõe soluções sustentáveis baseadas na natureza, como práticas agroecológicas, hortas urbanas e fortalecimento da produção local.
Além de mapear políticas públicas existentes nas esferas municipal, estadual e federal, o guia busca servir como instrumento prático para lideranças comunitárias reivindicarem direitos e pressionarem por ações efetivas de combate à fome e adaptação climática.
De acordo com a organização, o material também tem caráter pedagógico e pode inspirar outras regiões a desenvolver estratégias próprias de soberania alimentar, reforçando a autonomia das comunidades frente aos desafios ambientais e sociais.
Debates, oficinas e economia solidária
A programação do fórum será dividida em dois períodos. Pela manhã, mesas temáticas abordarão desigualdades no acesso à alimentação, racismo ambiental e os desafios enfrentados por trabalhadores do campo e do mar. À tarde, o público participará de oficinas sobre saúde mental, ansiedade climática e iniciativas de economia solidária, incluindo atividades na Feira Onça.
O evento conta com apoio da Fiotec, da Fiocruz e da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, reforçando a relação entre justiça climática, saúde pública e qualidade de vida nos territórios.
Serviço
- Evento: 2º Fórum Climático de Magé
Data: 21 de março
Horário: das 8h às 17h
Local: CIEP 327 – Pedro Américo — Rua Rosa Angélica, 315, Suruí - Contato para imprensa: Juliana Portella — (21) 98200-9208
Mais do que um espaço de debate, o Fórum Climático de Magé se apresenta como um movimento de articulação regional. Ao colocar a soberania alimentar no centro da discussão, o evento reforça que proteger os territórios da Baixada Fluminense é também garantir alimento, saúde e dignidade para milhões de pessoas na região metropolitana.
Fotos: Luiza Regina















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