Ministro Padilha e Fernanda Ontiveros anunciam nesta quarta-feira (28) o início das obra da primeira Maternidade pública no município de Japeri
Com investimento de R$ 47 milhões e capacidade para 100 leitos, a maternidade vai fortalecer a rede de saúde materno-infantil e ajudar a reduzir a mortalidade infantil, beneficiando também municípios vizinhos da Baixada Fluminense, como Paracambi, Miguel Pereira, Seropédica, Nova Iguaçu e Queimados, e da Região Metropolitana

(*) Por Geraldo Perelo
Depois de 35 anos de sua emancipação, 15 dos quais de muita espera, Japeri inicia uma nova era. Nesta quarta-feira (28), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a prefeita Fernanda Ontiveros, anunciam a ordem de início das obras da primeira maternidade pública da cidade, um marco histórico para um dos municípios mais pobres do estado e com um dos menores índices de IDH do Rio de Janeiro. A solenidade acontece, às 16h, em frente ao Paço Municipal
A licitação da obra, que foi homologada no Diário Oficial do dia 14 de janeiro, com aporte de investimento no valor de R$ 47 milhões, viabilizado pelo Governo Federal, por meio do PAC Seleções, simboliza a chegada de uma atenção inédita à cidade e garante às mulheres japerienses o direito de dar à luz em seu próprio território.

O investimento de R$ 47 milhões, viabilizado pelo Governo Federal por meio do PAC Seleções, simboliza a chegada de uma atenção inédita à cidade
A conquista é mais um resultado da gestão da prefeita Fernanda Ontiveros, primeira mulher eleita e reeleita no município, e que vem promovendo avanços concretos em áreas essenciais como saúde, habitação, saneamento básico, mobilidade urbana, educação e assistência social. A solenidade, com a presença do ministro Alexandre Padilha, reforça o compromisso do Governo Federal com Japeri.
Para Fernanda Ontiveros, voltar a nascer japeriense “simboliza pertencimento e resgata a história da cidade”, que recebeu seu primeiro médico em 1971 e sua primeira casa de saúde em 1977, criada por seu pai, o médico boliviano Carlos Ontiveros, que dará nome à mova unidade. “Foi pelas mãos dele que grande parte dos filhos e filhas da cidade veio ao mundo”, lembra a Chefe do Executivo Municipal.

A nova maternidade representa dignidade, pertencimento e o direito de nascer japeriense
Com capacidade para 100 leitos, a maternidade vai fortalecer a rede de saúde materno-infantil e ajudar a reduzir a mortalidade infantil, beneficiando também municípios vizinhos da Baixada Fluminense, como Paracambi, Miguel Pereira, Seropédica, Nova Iguaçu e Queimados, e da Região Metropolitana. Mais do que uma obra, o início da maternidade representa dignidade, pertencimento e o direito de nascer japeriense — um novo capítulo na história de uma cidade que completa 35 anos e começa, finalmente, a virar a página.
Ainda de acordo com Fernanda Ontiveros, a Maternidade Pública de Japeri será um equipamento essencial para a promoção, defesa e proteção da natalidade, contribuindo para a redução dos índices de mortalidade infantil. A unidade oferecerá atendimento 24 horas, com serviços de internação hospitalar, atendimento ambulatorial e urgência e emergência obstétrica e ginecológica, garantindo cuidado, dignidade e acolhimento às mulheres, gestantes, puérperas e recém-nascidos.

Para Fernanda Ontiveros, voltar a nascer japeriense “simboliza pertencimento e resgata a história da cidade”
A futura maternidade pública municipal de Japeri representa muito mais do que uma nova obra de infraestrutura na Baixada Fluminense. O anúncio das obras marca um ponto de inflexão histórico para um município que, desde sua emancipação de Nova Iguaçu, carrega uma longa trajetória de invisibilidade institucional e carência de políticas públicas estruturantes.
Cuidado, proteção e oportunidades
Com forte vocação rural e desafios sociais acumulados ao longo de décadas, Japeri sempre figurou entre as cidades que mais sentiram a ausência do Estado — especialmente nas áreas mais sensíveis, como a saúde materno-infantil. A falta de uma maternidade própria obrigou gerações de mulheres a buscar atendimento em municípios vizinhos, muitas vezes em condições precárias, transformando o momento do nascimento — que deveria ser de acolhimento e segurança — em uma experiência de angústia e incerteza.
A chegada da maternidade pública municipal rompe esse ciclo histórico. Ela simboliza dignidade, autonomia e cuidado, garantindo que mães e bebês possam ser atendidos perto de casa, com estrutura adequada e atendimento humanizado. Mais do que salvar vidas, o equipamento fortalece o sistema de saúde local, gera empregos, atrai novos investimentos e reposiciona Japeri no mapa das prioridades públicas.

O equipamento fortalece o sistema de saúde local, gera empregos e atrai novos investimentos
Esse avanço sinaliza uma mudança de postura dos governos federal e estadual, reconhecendo Japeri não mais como periferia esquecida, mas como território de direitos, potencial e futuro. A maternidade é, nesse sentido, um marco civilizatório: ela nasce como promessa concreta de que políticas públicas podem — e devem — chegar onde antes só havia abandono.
Para a população japeriense, o anúncio reacende o sentimento de esperança. Esperança de dias melhores, de uma cidade mais justa, de um futuro em que nascer em Japeri não seja sinônimo de vulnerabilidade, mas de cuidado, proteção e oportunidades. A maternidade que se anuncia não é apenas um prédio: é o símbolo de uma nova etapa da história do município — uma etapa em que a vida, desde o primeiro instante, passa a ser prioridade.
(*) Com Ascom/PMJ















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