Prefeitura de Nova Iguaçu instala placas para prevenir afogamentos no Guandu

Prefeitura de Nova Iguaçu instala placas para prevenir afogamentos no Guandu

A medida tem como objetivo prevenir novos casos de afogamento na região, que no ano passado registrou seis ocorrências, sendo duas com vítimas fatais.

A Prefeitura de Nova Iguaçu instalou placas de sinalização proibindo a prática de banho, natação e mergulho em pontos considerados críticos do Rio Guandu para evitar que a população utilize o local durante finais de semana, feriados prolongados e no Carnaval. A medida tem como objetivo prevenir novos casos de afogamento na região, que no ano passado registrou seis ocorrências, sendo duas com vítimas fatais.

A medida tem como objetivo prevenir novos casos de afogamento na região

Ao todo, seis placas foram instaladas em três locais: Pantanal Iguaçuano, Campo do Dionísio e Prainha do Guandu. Apesar de procurados para lazer, os trechos apresentam riscos como correnteza forte, variação repentina no nível da água e pontos com grande profundidade.

Estratégia preventiva

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, Jorge Ribeiro Lopes, a sinalização faz parte de uma estratégia preventiva construída em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.

“São áreas onde já registramos acidentes graves. Muitas pessoas não conhecem o comportamento do rio e o aumento da força da correnteza. As placas deixam claro que existe um risco real”, afirmou.

As secretarias estão elaborando uma nota técnica para publicação em Diário Oficial sobre a proibição de recreação, nado e mergulho nesses três pontos, que oferecem risco à população, expondo as razões técnicas e as recomendações de segurança.

As estruturas foram concretadas no solo para evitar depredações e furtos. Com cores chamativas e linguagem direta, o objetivo é alertar de forma clara sobre o perigo de entrar na água. Além da sinalização, agentes da Guarda Municipal Ambiental estão reforçando a orientação a comerciantes e frequentadores da região, especialmente em períodos de maior movimento, quando o número de visitantes aumenta.

As estruturas foram concretadas no solo para evitar depredações e furtos

Morador do bairro há 30 anos, o porteiro Edson José Monteiro destaca que o perigo nem sempre é perceptível à primeira vista. “Logo na entrada do rio já há pontos com cerca de cinco metros de profundidade. É um lugar bonito, mas traiçoeiro. Quem não conhece pode se afogar”, alertou.