Município de Mesquita disponibiliza duas clínicas para atendimento em alergia beneficiando cerca de 300 pacientes por mês

Município de Mesquita disponibiliza duas clínicas para atendimento em alergia beneficiando cerca de 300 pacientes por mês

O atendimento é oferecido na Policlínica Cosmorama, especialmente para o público infantil, e na Policlínica São José, para adultos e crianças, com realização de testes de diagnósticos.

Atualmente, o município de Mesquita conta com duas policlínicas: uma em cada lado da cidade, ofertando mais de 30 especialidades médicas no total. Entre elas, está a Alergologia ou, como é conhecida popularmente, Alergia e Imunologia. O atendimento é oferecido na Policlínica Cosmorama, especialmente para o público infantil, e na Policlínica São José, para adultos e crianças, com realização de testes de diagnósticos. Em média, 330 mesquitenses passam pelas consultas todo mês com a médica responsável, a médica Fernanda Di Gregorio. 

A alergista atende no município todas as segundas-feiras, na unidade Cosmorama, e às terças, na São José. É no prédio de Santa Terezinha que ela realiza e solicita os testes para a identificação de possíveis alergias em pessoas a partir dos dois anos de idade. São eles: o Prick Test e o IgE específico. O primeiro envolve a aplicação de pequenas quantidades de substâncias suspeitas na pele e a observação de reações como vermelhidão, inchaço ou coceira, sendo feito na própria policlínica. Já o IgE específico, coletado no laboratório municipal, é um exame de sangue que mede a quantidade de anticorpos produzidos pelo sistema imunológico em resposta a alérgenos específicos. Eles servem para encontrar quadros respiratórios, alimentos e insetos que provocam alergias.

A alergista atende no município todas as segundas-feiras, na unidade Cosmorama, e às terças, na São José.

“O alergista auxilia os pacientes com causas atópicas, como questões urticárias, que são as placas pelo corpo e inchaços na boca e olhos, mas também aqueles que possuem problemas com os quadros respiratórios, tipo coriza, espirro, nariz entupido, coceira nos olhos e nariz. Outro foco é nas pessoas com asma. Nesse caso, investigamos para saber se é asma alérgica ou não. Tratando a causa da alergia, conseguimos melhorar todo o quadro respiratório”, argumenta Fernanda Di Gregorio. 

Tratando a causa da alergia, é possível melhorar todo o quadro respiratório, argumenta Fernanda Di Gregorio. 

Em determinadas épocas do ano, as alergias podem se manifestar com mais frequência, como no outono e inverno. Apesar disso, a alergista destaca a importância do acompanhamento adequado. “Os pacientes que têm sintomas diários, mas deixam para se tratar apenas no inverno, podem acabar não recebendo o tratamento necessário para a alergia deles. A ideia é que esse acompanhamento aconteça durante todo o ano, e não apenas nessas épocas. Assim, no frio, ele fica confortável e assintomático”, explica a médica. Ela orienta que, na identificação de sintomas, o munícipe procure um alergista o mais rápido possível para iniciar ou dar continuidade ao tratamento.

Como ser atendido?

Para se consultar com a alergista, é necessário passar, primeiro, por uma avaliação na atenção primária, nas clínicas da família. O mesquitense deve se direcionar à clínica que atende a região dele. Lá, o médico realizará o encaminhamento para a especialidade, direcionando para a unidade mais adequada para o caso.

Cuidados a serem tomados

As pessoas alérgicas ou com suspeita de alergia devem tomar certos cuidados para o controle ambiental. Algumas orientações da médica são: limpar a casa diariamente com pano úmido, evitar o uso de espanadores e vassouras, não ter carpetes ou tapetes, trocar cortinas de tecido por persianas, trocar roupas de cama uma a duas vezes por semana e manter boa iluminação e ventilação. Também é fundamental realizar refeições apenas em locais apropriados, evitar o acúmulo de louça suja na pia da cozinha, fechar o lixo e retirá-lo da casa todas as noites, evitar a presença de cães e gatos nos quartos e cômodos com carpete e evitar contato com fumaça de cigarro dentro de casa.

Fotos: Luiz Dumas