Projeto de lei endurece punições contra usuários de linhas cortantes no Estado do Rio de Janeiro

Projeto de lei endurece punições contra usuários de linhas cortantes no Estado do Rio de Janeiro

Proposta da deputada Índia Armelau  busca reforçar fiscalização e responsabilização para proteger principalmente motociclistas de acidentes fatais

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) analisa o Projeto de Lei 7413/2026, de autoria da deputada estadual Índia Armelau (PL), que propõe o endurecimento das penalidades e o fortalecimento da fiscalização contra o uso de linhas cortantes em pipas, como o cerol e a chamada linha chilena. A iniciativa tem como principal objetivo preservar vidas diante do aumento de acidentes graves e fatais associados a esses materiais.

A proposta altera a Lei 7.784/2017, ampliando significativamente o valor das multas para infratores. Pelo novo texto, o uso, posse ou transporte de linhas cortantes poderá gerar penalidades entre 500 e 2.000 UFIR-RJ (de R$ 2.480,20 a R$ 9.920,80) enquanto a fabricação e comercialização desses produtos poderá ser punida com multas de até 20 mil UFIR-RJ (R$ 99.208) Em casos de reincidência, os valores serão dobrados.

Além das sanções financeiras, o projeto de lei prevê medidas mais rigorosas contra estabelecimentos comerciais. Locais flagrados vendendo os materiais proibidos poderão ser interditados imediatamente e, em caso de reincidência, terão o alvará de funcionamento cassado. A proposta também reforça a responsabilização ao longo de toda a cadeia de fornecimento.

Outro ponto central do projeto é a criação de ações integradas de fiscalização, envolvendo órgãos de segurança e ordem pública. A intenção é aumentar a efetividade no combate à comercialização ilegal e na apreensão de materiais, enfrentando uma das principais fragilidades apontadas na legislação atual.

Na justificativa, a deputada Índia Armelau destaca que, embora já exista proibição, a lei vigente não tem sido suficiente para coibir a prática. Acidentes recentes, incluindo mortes de motociclistas atingidos por linhas cortantes, evidenciam a necessidade de medidas mais duras e eficazes.

“A legislação atual não está sendo suficiente para salvar vidas. Precisamos de punições mais severas e fiscalização efetiva para impedir que essas linhas continuem causando tragédias”, afirma a deputada India Armelau.

A parlamentar também ressaltou o foco da proposta na proteção da população: “Nosso objetivo é claro: preservar a vida. Não podemos aceitar que trabalhadores, especialmente motociclistas, continuem expostos a um risco tão alto por conta de uma prática ilegal que ainda persiste.”

A expectativa é que o reforço nas punições e na fiscalização contribua para evitar novas tragédias.