Polícia Civil combate máfia do lixo que atuava em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense
Operação cumpre 86 mandados de busca e apreensão em 11 municípios do Rio de Janeiro e em Minas Gerais para desarticular rede criminosa de descarte ilegal de resíduos. Até o início da manhã, duas pessoas haviam sido presas em flagrante na ação, que contou com o apoio da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade durante o curso das investigações.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta sexta-feira (13), uma grande operação contra um esquema criminoso de descarte clandestino de lixo em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ao todo, são cumpridos 86 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do estado e também em Minas Gerais. Até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante na ação, que contou com o apoio da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade durante o curso das investigações.

-Essa é mais uma demonstração da capacidade de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Estamos atuando de forma integrada, inclusive com ações em outros estados, para combater organizações criminosas que exploram atividades ilegais e causam graves danos ambientais e à saúde da população – afirmou o governador Cláudio Castro.
A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de operar lixões clandestinos e lucrar com o despejo irregular de resíduos. Os mandados são cumpridos na capital fluminense, Duque de Caxias, Magé, Belford Roxo, Mesquita, São João de Meriti, São Gonçalo, Paracambi, Seropédica, Resende e Paty do Alferes, além da cidade de São Lourenço, em Minas Gerais.
Descarte em Manguezais
Segundo a apuração, o grupo explorava um mercado ilegal de descarte de resíduos para reduzir custos, já que o transporte até um local regular pode chegar a 70 km de distância. As investigações também apontam indícios de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho, que teria facilitado a continuidade da atividade ilegal.


De acordo com as investigações, caminhões realizavam despejos frequentes de resíduos em áreas clandestinas da região de Jardim Gramacho, inclusive em áreas de manguezal, ecossistema ambientalmente protegido. Os agentes identificaram a abertura de acessos improvisados para permitir a entrada dos veículos e facilitar o descarte irregular.
As investigações identificaram que um Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da região estaria recebendo lixo fora da área licenciada, além de aceitar resíduos domésticos. Os agentes também localizaram outras três áreas utilizadas como lixões clandestinos em Jardim Gramacho. Os policiais mapearam a expansão dos pontos de descarte irregular e identificaram veículos, empresas e responsáveis envolvidos no esquema.















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