Polícia Civil realiza operação contra organização criminosa especializada no furto de petróleo bruto
Dois criminosos foram capturados; agentes cumprem mandados de prisão e busca e apreensão no Estado de Minas Gerais
O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil, realiza a “Operação Infractio” contra uma organização criminosa especializada no furto de petróleo bruto, nesta quarta-feira (02). A ação é da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) em conjunto com o Ministério Público. Os agentes passaram o dia cumprindo mandados três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra os líderes e integrantes do grupo no Estado de Minas Gerais.
Até o momento, foram presos Márcio Pereira Gabri e Franz Dias Costas, que já estava preso na Bahia e foi notificado na cadeia sobre sua nova prisão. O terceiro acusado, Mauro Pereira Gabri está foragido. As investigações tiveram início depois de uma tentativa de subtração de petróleo bruto, na região de Rio das Flores, em agosto do ano passado.
— Furtar petróleo é um crime grave e causa prejuízo financeiro para as empresas e para o governo, além do risco ambiental de vazamento. Vamos continuar trabalhando para combater a prática desses crimes de acordo com a lei. A atuação da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público, colabora para o êxito da operação – destaca o governador Cláudio Castro.
Segundo as investigações, os criminosos atuavam de forma estruturada e persistente ao longo dos últimos anos, mesmo após terem sido alvos de diversas operações policiais. Técnicos identificaram movimentações suspeitas e localizaram um túnel escavado com aproximadamente sete metros de extensão, projetado para acessar clandestinamente a tubulação e viabilizar o furto.
O inquérito revelou um alto grau de sofisticação do grupo, que usava veículos alugados por terceiros, contas bancárias também de terceiros e se comunicava de maneira criptografada, com o objetivo de dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis.
A rápida ação integrada entre o setor de segurança da empresa e a DDSD impediu a consumação do crime e evitou um potencial desastre ambiental, já que a perfuração ocorria nas imediações do Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de milhões de pessoas em três estados da federação.
O inquérito revelou o alto grau de sofisticação da organização criminosa, que utilizava veículos alugados por terceiros, contas bancárias de interpostas pessoas e comunicações criptografadas, com o objetivo de dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis. A atuação coordenada entre a Polícia Civil e o MP foi determinante para o robusto conjunto de provas reunido, que evidenciou o papel de liderança exercido pelos líderes, que mantinham atuação contínua no planejamento, financiamento e execução das empreitadas ilícitas.
Além deles, outros integrantes da organização criminosa estão na mira desta ação. Eles foram identificados ao longo das investigações e atuavam de forma estruturada no suporte logístico à prática dos crimes, especialmente no pagamento de despesas e ocultação da identidade dos mandantes.
Perigo de vazamento
O titular da Delegacia dos Serviços Delegados (DDSD), delegado Pedro Brazil, dise que a partir da descoberta d escavação em Rio das Flores conseguiu identificar todos os membros da organização criminosa.
— Percebemos que a organização criminosa possuia os três líderes (citados no cumprimento dos mandados de prisão). Só que utilizam outras pessoas interpostas para efetuar pagamentos de locação de veículos, para tentar dificultar a identificação desses três (envolvidos) que são velhos conhecidos da Polícia Civil — explicou.
Ainda de acordo como delegado Brazil, o petróleo bruto tem valor de mercado alto, existe muito interesse de usinas de asfalto, de fábricas de borracha, de cerâmica, porque ele é utilizado como matéria prima para a produção de diversos produtos.
— Entretanto, é importante ressaltar a importância dessa operação, porque a perfuração do duto foi identificada num local próximo ao rio Paraíba do Sul, e se houvesse um vazamento estaríamos diante de uma das maiores tragédias ambientais no país.
Para a promotora Cassiana Casires, do Gaeco do Ministério Público, os envolvidos fazem parte de uma organização criminosa estruturada, mas já conhecida da Polícia Civil, por ter sido alvo de outras denúncias, já figurando inclusive como réus pelos mesmos tipos de crime. “Mas, cada vez mais estão se aprimorando nas técnicas e arregimentando novos integrantes para ações criminosas”, friou a representante do Ministério Público, informando que outras quatro pessoas também estão sendo denunciadas por emprestar seus nomes para fazer transações financeiras, tudo com o objetivo de esconder os verdadeiros os líderes que organizam o crime















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