Eduardo Paes renuncia à Prefeitura do Rio, passa o bastão a Eduardo Cavaliere e entra na disputa pelo governo do estado

Eduardo Paes renuncia à Prefeitura do Rio, passa o bastão a Eduardo Cavaliere e entra na disputa pelo governo do estado

Com a saíd de Eduaro Paes, quem assume o comando da capital fluminense é o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que tomou posse em cerimônia no Palácio da Cidade, em Botafogo. Aos 31 anos, ele se torna o prefeito mais jovem da história recente da cidade desde a fusão dos estados, em 1975, e inicia sua gestão com o compromisso de dar continuidade ao projeto político que vinha sendo conduzido por Paes.

O cenário político do Rio de Janeiro ganhou novos contornos nesta sexta-feira (20) com a renúncia do prefeito Eduardo Paes (PSD), que deixou oficialmente o cargo para disputar o governo do estado nas eleições deste ano. A decisão, já ventilada nos bastidores há meses, foi formalizada por meio de carta enviada à Câmara Municipal, seguindo o rito previsto na Lei Orgânica do Município.

Com a saída, quem assume o comando da capital fluminense é o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que tomou posse em cerimônia no Palácio da Cidade, em Botafogo. Aos 31 anos, Cavaliere se torna o prefeito mais jovem da história recente da cidade desde a fusão dos estados, em 1975, e inicia sua gestão com o compromisso de dar continuidade ao projeto político que vinha sendo conduzido por Paes.

Em seu discurso de despedida, Paes (foto) fez um balanço de sua longa trajetória à frente da prefeitura — somando 4.827 dias de gestão ao longo de diferentes mandatos — e destacou avanços em áreas como mobilidade, saúde e desenvolvimento econômico. Segundo ele, o Rio de Janeiro chega a este momento como uma cidade “mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva”, embora tenha reconhecido que desafios importantes ainda persistem, especialmente na área da segurança pública.

A renúncia também marca uma mudança significativa de posicionamento político. Durante a campanha de reeleição, Paes havia afirmado que permaneceria à frente da prefeitura, mas, ao longo dos últimos meses, intensificou agendas fora da capital e adotou pautas com impacto estadual — sinais claros de que preparava sua entrada na corrida pelo Palácio Guanabara.

Entre as iniciativas recentes que reforçaram esse movimento estão medidas voltadas à segurança, como o fortalecimento da Guarda Municipal armada, e projetos de mobilidade com integração regional, como o Terminal Margaridas, conectando o BRT a linhas intermunicipais.

Responsabilidade e continuidade.

Já como pré-candidato, Paes não poupou críticas à atual gestão estadual, indicando que a disputa deve ser marcada por embates diretos sobre temas sensíveis, especialmente segurança pública — área que historicamente pesa nas eleições do estado do Rio.

Do outro lado, Eduardo Cavaliere assume com um discurso de responsabilidade e continuidade. Aliado próximo de Paes e peça-chave na administração anterior, ele sinalizou que, ao menos neste primeiro momento, manterá a linha de gestão, priorizando estabilidade administrativa e a execução de projetos em andamento até o fim de 2026.

, Eduardo Cavaliere assume com um discurso de responsabilidade e continuidade

A transição foi conduzida com respaldo institucional, com participação ativa do presidente da Câmara, Carlo Caiado, que destacou o papel do Legislativo na garantia da governabilidade e na fiscalização das ações do Executivo.

A movimentação abre oficialmente uma nova fase no tabuleiro político fluminense. Com Eduardo Paes na disputa estadual, o cenário eleitoral começa a se desenhar com maior clareza, reunindo possíveis adversários e ampliando o debate sobre os rumos do estado.

A transição foi conduzida com participação ativa do presidente da Câmara, Carlo Caiado

Enquanto isso, na capital, a população observa com expectativa os primeiros passos da gestão de Cavaliere, em meio ao desafio de manter o ritmo da máquina pública e, ao mesmo tempo, imprimir sua própria marca à frente de uma das cidades mais importantes do país.