Moradores de área interditada na RJ-125 recebem orientação sobre aluguel social e apoio emergencial após deslizamentos causados pelas deslizamentos
A ação foi direcionada às famílias que receberam autos de interdição em suas residências localizadas às margens da RJ 125, que passou por deslizamento depois das fortes chuvas registradas no dias 26 e 27 de fevereiro.

Moradores da Rua Albatroz, no bairro Beira Rio, em Japeri, participaram neste sábado (14) de um atendimento especial promovido pela Prefeitura, na Escola Municipal Amaralina.
A ação foi direcionada às famílias que receberam autos de interdição em suas residências localizadas às margens da RJ 125, que passou por deslizamento depois das fortes chuvas registradas no dias 26 e 27 de fevereiro.
Durante o encontro, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social realizaram 18 atendimentos, com cadastro das famílias, orientações e atendimento social, além de esclarecer dúvidas sobre o acesso ao aluguel social e outras medidas emergenciais.
Segundo a subsecretária de Assistência Social, Sara Costa, a prioridade da administração municipal é preservar vidas e oferecer suporte às famílias afetadas.
“Sabemos que a situação é difícil, mas estamos aqui para garantir a segurança de cada um de vocês. O aluguel social é um primeiro passo emergencial que podemos oferecer neste momento”, explicou.

equipes da Assistência Social realizaram 18 atendimentos, com cadastro das família
De acordo com o levantamento realizado pela assistência social, 36 casas foram interditadas, o que representa um número de famílias impactadas diretamente. Até o momento, 16 famílias já receberam o laudo oficial de interdição, documento necessário para dar continuidade aos atendimentos e benefícios.
Além disso, cerca de 180 residências foram mapeadas em todo o município como parte do monitoramento de áreas de risco.
A assistente social Jéssica da Conceição Campos Camargo, que atua há quatro anos na área, destacou que as equipes também realizam acompanhamento nas casas e oferecem suporte psicológico quando necessário.
“Nosso trabalho é orientar, acolher e garantir que essas famílias tenham acesso aos seus direitos e às políticas públicas disponíveis”, afirmou.
Histórias de quem vive a situação
Entre os moradores atendidos estava Leandro da Silva Tancredo, de 34 anos, auxiliar de máquinas. Nascido e criado no bairro, ele contou que sua casa desabou no dia 27 de fevereiro, por volta das 4h30 da manhã.
“Perdi todos os móveis. No dia do desabamento tive que procurar outra casa para morar, mas o aluguel está caro e não cabe no meu orçamento”, relatou, enquanto aguardava atendimento para esclarecer dúvidas sobre o auxílio.
Outra moradora é Gisele Medeiros Brandão, de 35 anos, dona de casa e mãe de quatro filhos. A casa onde vive, próxima ao rio, sofreu rachaduras e foi invadida pela água.
“Perdi compras, um tanquinho, guarda-roupa e um sofá. A casa está interditada, mas continuo morando lá porque não tenho para onde ir”, contou.
Já Ivone Filipe da Silva da Conceição, de 54 anos, auxiliar de serviços gerais, também teve a residência interditada. Ela mora com o esposo e apresentou o documento necessário para dar entrada no aluguel social.
“Vim para tirar minhas dúvidas e saber como vai funcionar o auxílio”, explicou.
Estrutura de apoio
Durante o encontro, as equipes da Secretaria de Assistência Social reforçaram que o município possui pontos de apoio em todas as escolas para situações emergenciais, especialmente em períodos de chuvas. Nestes locais podem ser disponibilizados alimentação, colchões e itens de primeira necessidade.
As equipes também realizam visitas domiciliares e acompanhamento social das famílias, garantindo suporte contínuo às pessoas afetadas.















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