Na Baixada Fluminense, Duque de Caxias e Nova Iguaçu são os municípios com maior geração de emprego na Indústria Criativa do estado

Na Baixada Fluminense, Duque de Caxias e Nova Iguaçu são os municípios com maior geração de emprego na Indústria Criativa do estado

Julia Zardo, da Firjan, explica que nesse mercado, inovação, propriedade intelectual e valor da criatividade são pilares da expansão.

O Estado do Rio de Janeiro ocupa posição estratégica na Indústria Criativa brasileira, combinando forte participação econômica com impacto simbólico, que reforça a imagem do Brasil no mundo – o chamado Soft Power. A maior parte dos trabalhadores criativos está concentrada na capital: para cada quatro profissionais da área, três atuam no município do Rio de Janeiro. A cidade também reúne o maior número total de empregos do estado, com 51,8% dos postos de trabalho. E o fato de 75% dos vínculos profissionais da Indústria Criativa estarem localizados no município, evidenciam sua posição de destaque nesse mercado.

O crescimento dos empregos criativos no estado (6,5%) superou o ritmo nacional (6,1%), entre 2022 e 2023. Pela Baixada Fluminense, Duque de Caxias é o município com maior geração de emprego no setor, tendo 2.566 trabalhadores criativos. Nova Iguaçu aparece na sequência, com 1,0 mil profissionais na área. Na região, a indústria Criativa possui quase 6 mil profissionais. Na região são quase 6 mil profissionais atuando no setor.

Os dados fazem parte do Mapeamento da Indústria Criativa 2025, publicação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com análise da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). O ano de 2023 é a base mais atualizada fornecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A importância econômica do Rio reflete não apenas na produção, onde 2,7% das empresas empregadoras são do segmento criativo, maior que a média nacional (2,3%). Ela também se destaca no mercado de trabalho, que conta com 124 mil empregos formais no setor, segundo maior em números absolutos.

“O desempenho acima da média nacional reafirma o potencial do estado do Rio para liderar a Indústria Criativa brasileira nas próximas décadas”, afirma Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.

Para ele, o Rio de Janeiro não apenas reforça sua vocação histórica para a cultura e a inovação, mas também se revela um polo econômico dinâmico da Indústria Criativa, “impulsionando setores de alta tecnologia e valor agregado, com impacto direto no desenvolvimento econômico e na projeção internacional do país”, destaca Caetano.

Industria Criativa

O Mapeamento da Indústria Criativa 2025 mantém a análise dos 13 segmentos da Indústria Criativa separados em quatro grandes áreas: Consumo (Design, Arquitetura, Moda e Publicidade & Marketing), Mídia (Editorial e Audiovisual), Cultura (Patrimônio & Artes, Música, Artes Cênicas e Expressões Culturais) e Tecnologia (P&D, Biotecnologia e TIC).

Nesse contexto, o estudo aponta que Tecnologia (45%) e Consumo (39,8%) são as áreas que mais empregam na economia criativa fluminense. Porém, ao considerarmos o crescimento de postos de trabalhos criativos em relação a 2022, o ranking foi liderado pelo avanço de vagas na área da Cultura (9,4%) e da Tecnologia (8%).

Outros municípios importantes, como Macaé e Niterói, também se destacam. Macaé, especialmente, com 5% dos empregos do município criativos, aparece bem acima da média do estado (2,9%). Isso se explica por conta do pujante mercado de óleo e gás, que necessita de mão de obra especializada em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

PIB criativo

Em 2023, o setor criativo fluminense respondeu por 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, gerando R$ 46 bilhões e contribuindo com quase 11,9% do PIB criativo nacional. De forma geral, a Indústria Criativa impulsiona economia brasileira como um todo e já representa 3,59% do PIB brasileiro, o que equivale a R$ 393,3 bilhões, destaca o levantamento. O crescimento dos empregos formais no setor já supera a marca de 1,26 milhão de profissionais no Brasil.

“A mudança estrutural vista na economia brasileira, resulta do fortalecimento contínuo do mercado criativo, monitorado desde 2008 pelo Mapeamento. Nesse mercado, inovação, propriedade intelectual e valor da criatividade são pilares da expansão. A pandemia acelerou a digitalização e a adoção de novas tecnologias, impulsionando ainda mais o setor”, explica Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan e coordenadora do estudo.

Além dos dados publicados no estudo, informações poderão ser combinadas e customizadas no Painel de Dados disponibilizado no site do Observatório da Indústria (observatorio.firjan.com.br/industriacriativa), permitindo analisar a Indústria Criativa do país sob diversos ângulos, como a cadeia produtiva, os profissionais criativos e os segmentos variados dessa indústria heterogênea. Além disso, é possível obter uma visão detalhada das 27 Unidades Federativas e dos mais de cinco mil municípios brasileiros, contemplando suas realidades distintas. 

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