Orquestra Carioca de Flautas homenageia povos negros e indígenas no Museu da Justiça do Rio
O evento foi um tributo aos povos negros e originários, em diálogo com o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril) e da Abolição da Escravidão no Brasil (13 de maio).

Paulinho da Viola, Pixinguinha, Tim Maia… esses foram alguns dos compositores brasileiros homenageados na apresentação do grupo “Orquestra Carioca de Flautas”, nesta quinta-feira, 7 de maio. O espetáculo foi promovido pelo Museu da Justiça do Rio na Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. O evento foi um tributo aos povos negros e originários, em diálogo com o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril) e da Abolição da Escravidão no Brasil (13 de maio).
Sob regência de Eduardo Lagreca Fan, que envolvia o público para participar do espetáculo unindo o som ritmado das palmas ao sopro das flautas, a equipe transitou entre o choro e o samba, com obras de compositores como Caymmi, Raul Costa d’Avila, Lô Borges e Hemerto Paschoal. Além dos instrumentos de sopro, dois de cordas também foram convidados a integrar o grupo: um violão e um cavaquinho, tocados pelos músicos Gabriel Improta e Eduardo Seabra, respectivamente.
O objetivo da iniciativa é gerar uma reflexão acerca da identidade, resistência e herança cultural negra e indígena, disse a produtora cultural do Museu da Justiça do Rio Grace Rial. “Esse é um concerto dedicado à celebração da memória, da ancestralidade e da diversidade cultural dos povos negros e originários. A proposta foi evidenciar, na música, elementos históricos e culturais ligados a esses grupos”.
Idealizada pelo diretor artístico Sérgio Barrenechea, a orquestra, existente há 10 anos, foi do flautim às flautas graves, e separou uma coletânea própria para a ocasião. “A gente escolheu um repertório que represente nosso público. Todas as músicas têm algum componente cultural identitário porque cultura é isso: é se comunicar com as pessoas a partir das artes e da música”.

Com o repertório que passeia pelo choro e pelo samba, Orquestra Carioca de Flautas anima a Sala Multiuso
A historiadora Julia Penelis reservou parte do seu dia para participar da experiência de absorver as notas extraídas das flautas. “Música é uma das coisas que mais amo. Quando eu soube dessa orquestra aqui, pensei ‘eu não posso perder isso’. Eu fiquei com o coração realmente tomado, parecia que estava em um sonho, envolta em uma sensação onírica.”
Por vezes, a composição ganhava voz e corpo na presença das solistas Thayssa Nascimento e Isabella Passos, que deixavam o instrumento de lado para cantar. A apresentação foi concluída ao som de “Meu lugar/Madureira”, de Arlindo Cruz.
Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ















Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.