Câmara Municipal de Nova Iguaçu realiza homenagem aos conselheiros tutelares pelo trabalho em defesa das crianças e adolescentes
A solenidade destacou o papel fundamental dos conselheiros, responsáveis por zelar pelo cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e por intervir em situações de vulnerabilidade, risco social e violação de direitos.

(*) Por Geraldo Perelo
A homenagem realizada pela Câmara Municipal de Nova Iguaçu, esta semana, trouxe à tona uma reflexão necessária sobre o papel essencial dos conselheiros tutelares na proteção da infância e adolescência. A cerimônia, conduzida pelo presidente da Casa, Dr. Marcio Guerreiro, não foi apenas um gesto simbólico: foi um reconhecimento público da importância de profissionais que, diariamente, enfrentam desafios complexos para garantir que os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sejam plenamente respeitados no município.
Os conselheiros tutelares são, muitas vezes, os primeiros a lidar com situações de vulnerabilidade extrema. Seu trabalho envolve escuta sensível, intervenções urgentes, articulação com setores como saúde, educação e assistência social, além de um elevado preparo emocional para lidar com conflitos familiares, violações de direitos e contextos sociais marcados por desigualdades. É uma função que exige coragem, humanidade e compromisso — qualidades destacadas ao longo da solenidade.
Durante o evento, o presidente do Legislativo municipal, Dr. Marcio Guerreiro, enfatizou que fortalecer as políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes é uma obrigação contínua do poder público, reforçando que a Câmara Municipal segue empenhada na valorização dos conselhos tutelares. As moções entregues aos profissionais simbolizam esse reconhecimento, mas também apontam para a necessidade de avanços estruturais, que incluem investimentos, melhores condições de trabalho e capacitações permanentes.

Dr. Marcio Guerreiro (D), ao lado do vereador Douglas Nadaes, enfatizou que fortalecer as políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes é uma obrigação contínua do poder público
O vereador Douglas Nadaes, que já atuou como conselheiro tutelar, lembrou que a homenagem é um convite para que toda a sociedade compreenda e apoie essa atuação essencial. Para ele, construir uma cidade mais justa e segura para crianças e adolescentes passa, necessariamente, por dar visibilidade e força aos órgãos de proteção.
Os próprios conselheiros homenageados reforçaram os desafios que enfrentam cotidianamente: desde o acompanhamento atento de famílias até a manutenção de um diálogo permanente com a rede de atendimento. A defesa por investimentos contínuos evidencia que a proteção integral não se faz apenas com boa vontade, mas com políticas eficientes, infraestrutura adequada e reconhecimento institucional.
Em mensagem enviada por vídeo, a secretária de Assistência Social, Elaine Medeiros, sintetizou o sentimento da noite ao afirmar que “os conselheiros tutelares são verdadeiros guardiões da infância”, destacando a necessidade de garantir estrutura e dignidade para que eles continuem exercendo essa missão tão sensível e indispensável.

Conselheiros tutelares são guardiões da infância, disse em mensagem de vídeo a secretária de Assistência Social, Elaine Medeiros, sintetizando o sentimento da noite
Na mesma linha, o subsecretário de Direitos Humanos, Kleber Gonzaga, reforçou que a proteção das crianças deve ser responsabilidade compartilhada: “O Conselho Tutelar é peça central nesse sistema, e por isso precisa ser apoiado, respeitado e ouvido”.

Para Kleber Gonzaga, a proteção das crianças deve ser responsabilidade compartilhada
A presença da vice-prefeita Dra. Roberta Teixeira e da assessora legislativa Monique Gambardela reforçou a importância institucional do momento, que serviu não apenas para celebrar, mas também para refletir. Porque reconhecer o trabalho dos conselheiros tutelares é, acima de tudo, reafirmar o compromisso com uma cidade mais humana, sensível e comprometida com o futuro de suas crianças e adolescentes.
A homenagem acaba sendo, portanto, um convite à responsabilidade coletiva — uma lembrança de que proteger a infância é uma missão que exige união, apoio e permanente vigilância.
(*) Com Ascom/CMNI















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