Operação Shadowgun combate produção e comercialização interestadual de armas em 3D

Operação Shadowgun combate produção e comercialização interestadual de armas em 3D

Quatro pessoas haviam sido presas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, no estado de São Paulo. No Rio de Janeiro, foram identificados cerca de dez compradores distribuídos pelo estado, em municípios como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital fluminense.

A Polícia Civil, realiza nesta quinta-feira (12), em ação integrada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério Público, a Operação Shadowgun, contra um grupo investigado por produzir e comercializar armas de fogo e carregadores impressos em 3D. Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, no estado de São Paulo. Entre os detidos está um engenheiro, especializado no desenvolvimento e na produção do material, apontado como mentor da quadrilha.

O grupo investigado por produzir e comercializar armas de fogo e carregadores impressos em 3D


As investigações são da 32ª DP (Taquara) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ). As equipes realizam buscas em endereços ligados a vendedores e compradores no Rio, São Paulo e em outros nove estados.

– É uma operação importante que demonstra a integração entre os órgãos de segurança. Não deixaremos o crime organizado ter espaço em nosso estado e vamos seguir intensificando as ações de combate – afirmou o governador Cláudio Castro.

De acordo com as investigações, entre 2021 e 2022 foram identificados, ao menos, 79 negociações envolvendo as chamadas ‘armas fantasmas’. No Rio de Janeiro, foram identificados cerca de dez compradores distribuídos pelo estado, em municípios como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital fluminense.

Entre os detidos está um engenheiro, especializado no desenvolvimento e na produção do material, apontado como mentor da quadrilha


Ainda de acordo com as investigações, a maioria dos compradores desses armamentos possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e a outros delitos graves.

Segundo a polícia, esse tipo de armamento é produzido sem rastreabilidade e montado com materiais de fácil acesso.

As diligências iniciaram após um alerta emitido por um órgão internacional, compartilhado com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), indicando a comercialização de armamentos produzidos em impressoras 3D nas redes sociais. A polícia também identificou o uso de criptomoedas para incentivar e financiar a produção das chamadas ‘armas fantasmas’.

Dos mandados de prisão expedidos, todos os envolvidos possuíam funções específicas dentro da organização criminosa. O engenheiro apontado como líder era o responsável pela coordenação do esquema. Os outros três comparsas desempenhavam tarefas distintas: um atuava no fornecimento de suporte técnico direto; outro exercia a função de divulgador, analista e articulador ideológico do movimento; e o terceiro era responsável pela propaganda e pela identidade visual do grupo.

Fotos: PCERJ

Matéria atualizada às 12h22h