Projeto Saúde das Mulheres Negras realiza encontros em São João de Meriti
Um dos encontros aconteceu na casa de culto afro-brasileiro Ilê D’Yemonjá e Óssóòsí, em Tomazinho

O Projeto Saúde das Mulheres Negras, desenvolvido pela Casa da Cultura, com o apoio da ONG Criola, realizou dois encontros neste fim de semana em São João de Meriti. O primeiro aconteceu no sábado (18), com o tema “Mulheres Negras e Direitos Humanos”, na casa de culto afro-brasileiro Ilê D’Yemonjá e Óssóòsí, em Tomazinho. Já o segundo foi realizado no domingo (19), com o debate “Disparidades na Saúde das Mulheres Negras”, no Projeto Inclusão, em Éden.

Projeto Saúde das Mulheres Negras realiza encontros em São João de Merit
No encontro de sábado, a atividade promoveu uma reflexão sobre a relação entre direitos humanos e a saúde das mulheres negras, destacando como princípios do SUS, como equidade e integralidade, ainda não se concretizam de forma efetiva para esse público, o que representa uma violação de direitos. Também foram discutidos os impactos do racismo estrutural no sistema de saúde, evidenciados por relatos das próprias participantes sobre negligência no atendimento, dificuldades de acesso e desinformação. Ao final, o grupo reforçou a importância da organização coletiva e da rede de apoio, firmando o compromisso de novos encontros para fortalecer ações conjuntas.
Já no domingo, o encontro reuniu quase 40 mulheres em uma atividade aberta ao público, com palestra sobre saúde mental, apontada como um dos principais reflexos das desigualdades na saúde das mulheres negras. A conversa também abordou outros indicadores da área da saúde e os determinantes sociais que influenciam as condições em que a população negra nasce, cresce, trabalha e envelhece, evidenciando os efeitos históricos e persistentes do racismo.

Projeto de inclusão, com o debate “Disparidades na Saúde das Mulheres Negras”
O projeto tem como objetivo contribuir para a transformação do sistema de saúde, evitando desfechos indesejáveis para mulheres negras, cis e trans, ao mesmo tempo em que fortalece uma rede de apoio baseada na troca de informações e no fortalecimento coletivo. Para isso, promove formações, rodas de conversa e materiais informativos, além de articular ações com unidades de saúde, CRAS e outras instituições públicas, buscando ampliar o acesso e incentivar políticas públicas mais justas.
Fotos: Divulgação/Casa da Cultura da Baixada















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