Saúde Corporativa: um investimento que beneficia empresas, funcionários e sociedade

(*) Por Joé Sestello

Oferecer plano de saúde aos funcionários deixou de ser apenas um diferencial competitivo. Hoje, trata-se de uma estratégia diretamente ligada à produtividade, retenção de talentos e fortalecimento da cultura organizacional. Empresas que investem em saúde corporativa demonstram cuidado com as pessoas e colhem resultados concretos em desempenho e satisfação.

Pesquisas de instituições reconhecidas no Brasil comprovam essa relação. A Fundação Instituto de Administração (FIA), por meio de seus estudos de clima organizacional, destaca que ambientes saudáveis e políticas de benefícios impactam diretamente a motivação e a produtividade das equipes. A própria FIA ressalta que “funcionários felizes rendem mais”, associando clima organizacional positivo a melhores resultados empresariais. 

Outro indicador relevante vem da Great Place To Work Brasil (GPTW). Para que uma empresa seja certificada como um excelente lugar para trabalhar, é necessário atingir ao menos 70% de favorabilidade nas respostas dos colaboradores. Em outras palavras, sete em cada dez funcionários precisam avaliar positivamente a organização. Entre os fatores mais valorizados nessas avaliações estão os benefícios corporativos, especialmente assistência médica e programas de bem-estar. 

Além de melhorar o ambiente interno, o plano de saúde reduz afastamentos, absenteísmo e perdas de produtividade causadas por doenças não tratadas precocemente. Funcionários com acesso à medicina preventiva tendem a buscar atendimento mais rapidamente, evitando agravamentos e reduzindo o impacto operacional para as empresas.

E por falar em vantagens, na Unimed Nova Iguaçu a saúde vai para dentro das empresas através de uma Unidade Móvel de Telemedicina. Aliando alta tecnologia e atendimento humanizado, a cabine disponibiliza aferição da pressão arterial, índice de massa corporal, temperatura, exame de sangue e atendimento médico on-line, caso necessário. Tudo de maneira fácil e segura, levando a melhor experiência para quem mais precisa.  

Com os dados de saúde dos colaboradores coletados, uma equipe multidisciplinar da cooperativa estrutura o estudo epidemiológico, com o propósito de desenvolver um plano de ação focado na promoção da saúde e prevenção de doenças. São pequenas células de cuidado implantadas no ambiente corporativo refletindo em maior sustentabilidade para a empresa.

Os benefícios também alcançam o sistema público de saúde. Quando as organizações privadas oferecem assistência médica suplementar, há diminuição da pressão sobre hospitais, postos de saúde e unidades de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso contribui para desafogar a rede pública e permite maior concentração de recursos em populações mais vulneráveis e pacientes de alta complexidade.

Outro ponto importante envolve os estímulos tributários. Dependendo do regime tributário adotado, empresas podem lançar despesas com assistência médica como despesas operacionais dedutíveis, reduzindo a base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro. A Receita Federal reconhece despesas médicas e planos de saúde como gastos dedutíveis previstos na legislação tributária brasileira. 

Na prática, isso significa que investir em saúde corporativa não deve ser visto apenas como custo, mas como uma ação estratégica capaz de gerar retorno financeiro, melhorar indicadores internos e fortalecer a imagem institucional da empresa.

Em um mercado cada vez mais competitivo, organizações que cuidam da saúde de seus colaboradores constroem ambientes mais produtivos, humanos e sustentáveis. E ao ampliar o acesso à saúde suplementar, contribuem também para um sistema público menos sobrecarregado e mais eficiente para toda a sociedade brasileira.

(*) Joé Sestello é angiologista, cirurgião vascular e endovascular, e diretor-presidente da Unimed Nova Iguaçu