Polícia Civil mira agência acusada de fraudar viagens internacionais Operação Cartão Vermelho
As investigações começaram após uma série de denúncias registradas por consumidores. De acordo com os relatos, os investigados comercializavam pacotes turísticos que incluíam passagens aéreas, hospedagem e até ingressos para partidas de futebol no exterior, mas os serviços contratados não eram entregues.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (18), a operação “Cartão Vermelho”, que investiga um esquema de fraudes envolvendo a venda de pacotes de viagens internacionais pela empresa Outsider Tours. A ação é conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), que apuram denúncias de clientes lesados após contratarem serviços que nunca foram entregues.
Segundo as investigações, a agência comercializava pacotes turísticos com passagens aéreas, hospedagens e ingressos para partidas de futebol no exterior. No entanto, ao chegarem aos destinos internacionais, muitas vítimas descobriam que reservas de hotéis, voos e entradas para eventos esportivos não haviam sido efetivadas.
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes pontos da capital fluminense, incluindo o Centro, Barra da Tijuca, Leblon e Ilha do Governador. O principal alvo da operação é Fernando Sampaio de Souza e Silva, representante legal da empresa, que já responde a centenas de processos judiciais em diversos estados do país.
600 ações judiciais
De acordo com a Polícia Civil, Fernando Sampaio acumula cerca de 600 ações judiciais em 21 estados brasileiros. As investigações apontam ainda que o empresário utilizava registros de empresas de terceiros e contas ligadas a pessoas próximas para receber pagamentos e dificultar bloqueios judiciais. Ele chegou a ser preso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no início deste ano, mas foi solto posteriormente por decisão judicial.
O caso ganhou repercussão nacional após denúncias de torcedores do Clube de Regatas do Flamengo em 2022. Na ocasião, clientes relataram que compraram pacotes para acompanhar a final da Libertadores, no Equador, mas não conseguiram embarcar. A defesa do empresário afirma que a investigação ainda está em fase inicial, nega prática criminosa e sustenta que a empresa encerrou suas atividades de forma definitiva.
A Polícia Civil orienta que vítimas de golpes semelhantes registrem ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica e procurem órgãos de defesa do consumidor para buscar ressarcimento e acompanhamento jurídico.
Foto: Reprodução/TV















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