PF faz operação contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão
A operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal em Santos, no litoral paulista. Também foram determinadas medidas como bloqueio de bens, restrições empresariais e sequestro de patrimônios dos investigados.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Narcofluxo, que resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de outros investigados suspeitos de integrar um esquema milionário de lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente em nove estados e no Distrito Federal.
De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, utilizando o setor de entretenimento, especialmente a indústria musical e o ambiente digital, como fachada para atividades ilícitas.
Entre os alvos da operação está também o influenciador e empresário Chrys Dias, apontado como peça importante na estrutura financeira investigada. Segundo a PF, o esquema envolvia transações complexas com grandes quantias, uso de dinheiro em espécie, além de operações com criptoativos para dificultar o rastreamento dos recursos.
As apurações indicam que a organização utilizava a visibilidade de artistas e influenciadores para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras. O alto volume de receitas típicas do showbusiness funcionaria como uma espécie de “blindagem”, reduzindo suspeitas sobre a origem dos valores.
A operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal em Santos, no litoral paulista. Também foram determinadas medidas como bloqueio de bens, restrições empresariais e sequestro de patrimônios dos investigados.
Durante as diligências, já foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, que devem reforçar as investigações.
Segundo a Polícia Federal, o esquema operava em múltiplas camadas, incluindo a pulverização de valores por meio de ingressos, produtos digitais e rifas online, além da utilização de “laranjas” para ocultar os verdadeiros beneficiários.
Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A defesa de MC Poze do Rodo informou que ainda não teve acesso ao teor completo do processo e que irá se pronunciar oportunamente. Já a defesa de MC Ryan SP não foi localizada até o momento.















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