Projeto para proibir escolas de impedirem matrículas de alunos que usam fraldas avança na Alerj

Projeto para proibir escolas de impedirem matrículas de alunos que usam fraldas avança na Alerj

Iniciativa do deputado Guilherme Delaroli, que busca assegurar o direito à educação e combater discriminação, foi aprovada pela CCJ_

A proposta para proibir escolas de impedirem matrículas de alunos que usam fraldas teve um importante avanço para se tornar lei no Estado do Rio de Janeiro. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou o projeto de lei, de autoria do primeiro vice-presidente da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL). Dessa forma, a medida poderá ser votada em breve pelos deputados em plenário.

A norma, que abrange alunos de todas as idades, será válida para escolas públicas e particulares no estado. A iniciativa tem como objetivo garantir o direito à educação, independentemente da condição do aluno. Delaroli argumenta que a recusa de matrículas com base no uso de fraldas fere dois princípios fundamentais da Constituição Federal: de Igualdade e o da Proteção à Dignidade da Pessoa Humana.

“Chegou ao nosso conhecimento que algumas escolas não estão aceitando matrículas de alunos que usam fralda. Essa exclusão é especialmente prejudicial para estudantes com deficiência ou condições específicas que demandem o uso contínuo de fraldas. Elaboramos o projeto de lei porque é inaceitável qualquer tipo de discriminação e agressão aos direitos das crianças”, explicou.

Práticas inclusivas

De acordo com a proposta, as instituições de ensino também deverão adotar práticas inclusivas e adaptadas que garantam o direito à educação de todos os alunos, respeitando suas particularidades e necessidades individuais.

O projeto de lei ainda estabelece que, nos casos envolvendo crianças com deficiência, as escolas deverão contar com a orientação de profissionais especializados, como terapeutas ocupacionais, psicólogos ou pedagogos especializados, de acordo com a Lei Federal 13.146/2015.

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