Laura Cardoso morre aos 98 anos e recebe homenagem do governador em exercício do Rio

Laura Cardoso morre aos 98 anos e recebe homenagem do governador em exercício do Rio

Desembargador Ricardo Couto lamenta a morte da atriz, que construiu uma das carreiras mais marcantes da dramaturgia brasileira

O governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, divulgou nesta terça-feira (18) uma nota de pesar pela morte da atriz Laura Cardoso, aos 98 anos. Em sua manifestação, destacou a trajetória de oito décadas da artista e sua contribuição para o teatro, o cinema e a televisão brasileira.

“Laura Cardoso construiu uma das trajetórias mais bonitas e respeitadas da cultura brasileira. Durante oito décadas, emprestou seu talento a personagens que atravessaram gerações e se tornaram parte da memória afetiva do país”, afirmou Ricardo Couto.

O governador em exercício também ressaltou o legado deixado pela atriz e prestou solidariedade aos familiares, amigos, admiradores e colegas de profissão.

“Laura Cardoso deixa uma contribuição imensa para o teatro, o cinema e a televisão. Sua presença e sua arte serão eternas inspirações para as novas gerações de artistas”, acrescentou.

Laura Cardoso morreu em São Paulo aos 98 anos. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo perfil oficial da atriz no Instagram. O velório começou às 8h, na Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, no bairro Bela Vista, na capital paulista.

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura Cardoso completaria 99 anos em setembro. Ao longo de uma carreira que atravessou gerações, interpretou mais de 60 personagens na televisão, além de trabalhos de destaque no cinema e no teatro.

Entre seus papéis mais conhecidos estão dona Izaura, em Mulheres de Areia; Guiomar, em A Viagem; e Sinhana Coragem, em Irmãos Coragem. Suas últimas aparições na televisão foram como dona Sinhá, em Sol Nascente, e Caetana de Souza, em O Outro Lado do Paraíso, quando já tinha 90 anos.

Carreira premiada

A trajetória de Laura Cardoso foi marcada por reconhecimento em diferentes áreas da dramaturgia. No cinema, recebeu o Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante por Copacabana (2002), O Outro Lado da Rua (2005) e De Onde Eu Te Vejo (2017).

A atriz também conquistou cinco prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Na televisão, foi premiada por Os Apóstolos de Judas (1977) e Irmãos Coragem (1995). No cinema, recebeu o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela (2001). No teatro, foi reconhecida por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993).

Pelo conjunto de sua obra, Laura Cardoso recebeu o Guarani Honorário, em 2021, e o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado, em 2023.

A atriz também foi duas vezes vencedora do Troféu Imprensa de Melhor Atriz, por A Noite Eterna (1963) e Moulin Rouge, a Vida de Toulouse-Lautrec (1964).

Artistas lamentam a perda

A morte de Laura Cardoso provocou uma onda de homenagens nas redes sociais. Nomes importantes da dramaturgia brasileira destacaram a importância da atriz e sua contribuição para a cultura nacional.

O ator Miguel Falabella publicou uma foto ao lado da artista e destacou a dimensão de seu talento. Ary Fontoura lamentou a perda da “amiga querida” e “companheira de tantas caminhadas”, ressaltando que sua luz, seu sorriso e seu brilho permanecerão na memória.

A atriz e cantora Zezé Motta também homenageou Laura Cardoso e afirmou que a arte brasileira se despede de uma de suas grandes damas.