Espanha busca título histórico diante da Argentina e pode quebrar jejum de 36 anos na Copa do Mundo
Seleção espanhola chega à decisão sem nunca ter ficado em desvantagem no placar durante o Mundial, enfrenta imprevisto com tempestade na preparação e tenta conquistar o bicampeonato diante da atual campeã Argentina.

A final da Copa do Mundo de 2026 promete entrar para a história. Espanha e Argentina se enfrentam neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em um duelo que vale muito mais do que a taça. Os espanhóis podem alcançar um feito raro no futebol mundial: conquistar o título sem terem ficado atrás do placar em nenhum momento da campanha.
Caso levante o troféu, a Espanha encerrará um jejum de 36 anos sem que uma seleção campeã consiga atravessar todo o Mundial sem precisar buscar um empate ou promover uma virada. A última equipe a realizar essa façanha foi a Alemanha Ocidental, na Copa de 1990.
Na história dos Mundiais, apenas três campanhas terminaram dessa forma. A Itália conseguiu o feito nas Copas de 1938 e 1982, enquanto a Alemanha Ocidental repetiu a marca em 1990. Desde então, todos os campeões precisaram reagir após sofrerem o primeiro gol em algum momento da competição.

Nem mesmo o Brasil, dono de cinco títulos mundiais, alcançou esse desempenho. Em suas campanhas vitoriosas, a Seleção Brasileira protagonizou sete vitórias de virada, incluindo as finais de 1958, contra a Suécia, e de 1962, diante da então Tchecoslováquia. Em 1994, também chegou a sair atrás da Suécia antes de empatar em 1 a 1.
Campanha sólida
Depois de conquistar seu primeiro título em 2010, a Espanha volta a disputar uma decisão mundial apostando na consistência defensiva e no controle das partidas. Ao contrário da campanha na África do Sul, quando estreou com derrota para a Suíça, desta vez a equipe comandada por Luis de la Fuente manteve o controle dos jogos durante todo o torneio.
No mata-mata, os espanhóis cresceram de rendimento, eliminando Áustria, Portugal, Bélgica e França até garantirem presença na decisão. O atacante Mikel Oyarzabal é o principal destaque ofensivo da equipe, com cinco gols marcados, enquanto nomes como Unai Simón, Rodri, Pedri, Pau Cubarsí, Laporte e Cucurella estiveram presentes em todas as partidas.

Apesar da boa campanha, seis jogadores ainda não tiveram a oportunidade de entrar em campo durante a Copa: os goleiros David Raya e Joan García, os defensores Álex Grimaldo e Eric García, o volante Martín Zubimendi e o atacante Víctor Muñoz, recuperado recentemente de lesão.
Tempestade atrapalha preparação
A preparação espanhola para a final sofreu um contratempo na manhã deste sábado (18). Uma forte tempestade com raios atingiu a região de East Hanover, onde fica o centro de treinamento utilizado pela equipe, obrigando o cancelamento da última atividade antes da decisão.
Seguindo os protocolos de segurança adotados nos Estados Unidos para tempestades com descargas elétricas, jogadores e membros da imprensa permaneceram abrigados nas instalações do centro de treinamento até que a Federação Internacional (Fifa) oficializou o cancelamento da atividade.
A Argentina também teve o cronograma afetado pelo mau tempo, mas conseguiu realizar seu treinamento após cerca de uma hora de atraso.
Além das fortes chuvas, Nova Jersey e Nova York seguem convivendo com a fumaça provocada pelos incêndios florestais no Canadá, que voltou a comprometer a qualidade do ar na região. Mesmo assim, não há qualquer previsão de alteração na programação da grande final.
Dirigente espanhol minimiza imprevisto
O presidente da Federação Espanhola de Futebol, Rafael Louzán, tratou o cancelamento do treino com naturalidade. Segundo ele, a decisão foi exclusivamente técnica e motivada pelas condições climáticas.
De acordo com o dirigente, a delegação manteve sua rotina de preparação no hotel e chega confiante para a disputa do título. Louzán destacou o ambiente de união criado ao longo dos mais de 40 dias de concentração e afirmou que o grupo encara a decisão com tranquilidade, embora reconheça a grandeza do desafio de enfrentar a atual campeã mundial.
Decisão coloca frente a frente duas potências
Campeã do mundo em 2010, a Espanha tenta levantar sua segunda taça e consolidar uma nova geração vencedora. Do outro lado estará a Argentina, atual campeã mundial e dona de três títulos, que busca o tetracampeonato e a manutenção da hegemonia conquistada na última edição do torneio.
O confronto reúne duas das seleções mais consistentes da Copa e promete um duelo de alto nível técnico, colocando frente a frente o estilo de posse de bola espanhol e a eficiência da equipe comandada por Lionel Scaloni.
A bola rola neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em uma das finais mais aguardadas dos últimos anos.















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