21 anos depois, Baixada Fluminense se levanta contra o esquecimento
A memória resiste, a dor permanece e a luta segue viva. Nesta terça-feira (31), a partir das 17h, a Praça dos Direitos Humanos, em Nova Iguaçu, será palco de um grande ato público que marca os 21 anos da Chacina da Baixada Fluminense — um dos episódios mais brutais da história do estado.
Organizada pela Associação Fórum Grita Baixada, pela Rede de Mães e Familiares de Vítimas de Violência de Estado e pela Rede de Educação Popular da Baixada Fluminense, a mobilização reunirá familiares das vítimas, movimentos sociais, artistas e moradores da região em um encontro de memória, denúncia e resistência.
coordenação executiva do Fórum Grita Baixada, Adriano de Araújo lembra que as vítimas foram pessoas jovens, homens e mulheres moradores de Nova Iguaçu e Queimados.
— De lá para cá, muitas outras chacinas ocorreram e essas chacinas foram um dos motivos principais para o surgimento do Fórum Grita Baixada e da luta de mães e familiares vítimas de violência do estado. Por isso, venho aqui convidar você a participar desse ato. Traga sua bandeira, traga a sua representação, convide mães e familiares que tiveram seus filhos assassinados pela violência do estado brasileiro e também pessoas em situação de desaparecimento forçado. Nesse evento, vamos exibir o filme “Nossos mortos têm voz e fazer uma roda de conversa com mães e familiares -, convoca Adriano de Araújo

Coordenador do Fórum grita baixada, Adriano Araújo, postou em sua rede social a convocação para o ato público desta terça-feira (31)
Em 31 de março de 2005, a Baixada foi marcada por uma sequência de execuções que deixou 29 mortos em Nova Iguaçu e Queimados. As vítimas — trabalhadores, estudantes, jovens e idosos — foram atingidas de forma aleatória, em um crime que chocou o país e ganhou repercussão internacional. Investigações apontaram o envolvimento de policiais militares, e o caso resultou em condenações que somaram centenas de anos de prisão.
Duas décadas depois, o episódio segue como símbolo da violência de Estado e da luta por justiça na região. Mais do que relembrar o passado, o ato desta terça reforça a necessidade de políticas públicas que garantam segurança, dignidade e paz para a população da Baixada Fluminense.















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