Estado do Rio reforça campanha de combate ao assédio contra as mulheres durante a Copa do Mundo de 2026
Secretaria da Mulher amplia ações de conscientização em espaços de convivência e lazer que recebem torcedores durante o mundial; mais de 18,5 mil profissionais já foram capacitados

Com a Copa do Mundo de Futebol de 2026 em andamento, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas, está fortalecendo as ações da campanha permanente de enfrentamento ao assédio e demais violências contra as mulheres. As ações são realizadas em espaços de grande circulação de pessoas que se tornaram pontos de convivência, lazer e celebração durante os jogos do mundial.
A mobilização teve início neste sábado (13), no Armazém do Píer Mauá, durante a transmissão dos jogos promovida pela CazéTV, e seguirá acompanhando eventos e espaços que concentram torcedores ao longo da competição. O objetivo é ampliar a conscientização do público e divulgar os canais de atendimento disponíveis e fortalecer a cultura do respeito em ambientes de convivência e entretenimento.
A campanha “Não é Não! Respeite a decisão!” conta com a mobilização de parceiros institucionais, como o Ministério Público, e setores estratégicos para ampliar a divulgação do Protocolo Não é Não e dar visibilidade à rede de atendimento às mulheres já existente no estado. O trabalho envolve órgãos públicos, sistema de justiça, municípios e representantes dos setores de turismo, hotelaria, gastronomia, entretenimento e transportes.
– O futebol tem o poder de reunir pessoas, celebrar encontros e ocupar os espaços públicos de forma positiva. Queremos que as mulheres possam viver esses momentos com liberdade, segurança e respeito. A campanha Não é Não já integra a política permanente do Estado e, durante a Copa do Mundo, estamos ampliando sua presença justamente nos locais que estão se transformando em grandes pontos de encontro para torcedores e famílias – destacou a secretária de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas, Bia Pacheco.
O Rio de Janeiro conta com a regulamentação estadual do Protocolo Nacional Não é Não, por meio do Decreto Estadual nº 49.520/2025, que estabelece diretrizes para prevenção, acolhimento e encaminhamento de mulheres em situação de constrangimento, assédio, violência ou discriminação em estabelecimentos e eventos.
Capacitação para profissionais
Os profissionais que atuarão durante a Copa do Mundo em estabelecimentos, eventos, espaços de lazer, turismo e entretenimento também podem realizar gratuitamente a capacitação online do programa “Não é Não! Respeite a Decisão”. Disponível na plataforma oficial do programa, a formação apresenta orientações sobre prevenção ao assédio, acolhimento às mulheres, procedimentos previstos no Protocolo Não é Não e formas adequadas de encaminhamento às redes de proteção e atendimento.
Acesso à plataforma: www.naoenaorj.com.br
Como buscar ajuda
Para as mulheres que estiverem em eventos, transmissões públicas, áreas de convivência de torcedores ou outros espaços de grande circulação durante a Copa do Mundo, a orientação é procurar imediatamente funcionários do local, agentes das forças de segurança ou equipes de acolhimento presentes no evento.
O Estado do Rio de Janeiro dispõe de uma rede especializada de atendimento às mulheres em situação de violência, composta por Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, Centros Especializados de Atendimento à Mulher, serviços de saúde, assistência social e órgãos do sistema de justiça, garantindo acolhimento e encaminhamento adequado às mulheres brasileiras e estrangeiras que necessitem de apoio.
Serviço e canais de emergência
Polícia Militar: 190
Central de Atendimento à Mulher: 180
Pontos de apoio presenciais: agentes do Segurança Presente, equipes da Patrulha Maria da Penha, batalhões da Polícia Militar, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e demais Delegacias de Polícia, Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs e CIAMs) e demais serviços que compõem a rede estadual de enfrentamento à violência contra as mulheres.















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