Programa Viva Japeri mobiliza estudantes da Escola Aristides Arruda em ação de proteção à infância

Programa Viva Japeri mobiliza estudantes da Escola Aristides Arruda em ação de proteção à infância

Faça Bonito no Maio Laranja: Saúde e Educação promovem atividades lúdicas de conscientização sobre prevenção à violência contra crianças e adolescentes

Com muita diversão e aprendizado, os alunos da Escola Municipal Aristides Arruda, em Nova Belém, participaram, nesta quinta-feira, (28), de uma ação da campanha Maio Laranja, voltada à conscientização e ao combate à violência contra crianças e adolescentes. A atividade reuniu as secretarias municipais de Saúde e Educação, através do Programa Viva Japeri, em uma mobilização educativa para fortalecer a proteção da infância na rede municipal de ensino.

Por meio de fantoches, músicas, coreografias e dinâmicas interativas, os estudantes do 2º ano aprenderam sobre o cuidado com o outro, valorização da amizade e reconhecimento dos sinais de violência. Entre as atividades, o “semáforo do toque” ajudou as crianças a identificarem situações de perigo, entenderem a quem recorrer e como denunciar casos de abuso.

As amigas Evelyn Victoria e Rebeca da Silva participaram ativamente da programação e demonstraram atenção ao conteúdo apresentado. “Eu vou ensinar para minha mãe”, contou Rebeca. Já Evelyn destacou a importância da conscientização coletiva. “Temos que ensinar esse cuidado para todo mundo”, afirmou.

Com cantigas como “O seu corpo é um tesourinho”, música de domínio público utilizada em campanhas educativas de prevenção ao abuso sexual infantil, a estudante de Psicologia Janaina Ribeiro conduziu a apresentação ao lado dos filhos Eloíse Nona e Eliel Ribeiro. A equipe também promoveu brincadeiras lúdicas, bate-papo com fantoches, labirinto temático e atividades de pintura relacionadas ao tema.

Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Renata Lameira, a campanha deve ser compreendida como um compromisso permanente de proteção à infância.

“Quando falamos em Vigilância em Saúde, muitas vezes as pessoas pensam apenas em vírus, bactérias e vacinas. Mas a nossa missão é cuidar da vida em sua totalidade. E a violência, em especial a violência sexual contra crianças e adolescentes, é uma grave epidemia silenciosa, que destrói infâncias e deixa marcas profundas na saúde física e mental das nossas futuras gerações. Proteger nossas crianças não é um dever isolado da família ou da escola; é uma responsabilidade coletiva e uma prioridade absoluta da saúde pública”, destacou.

Ainda segundo a gestora, o papel da Vigilância em Saúde é dar visibilidade aos casos de violência por meio das notificações e do trabalho integrado com a rede de proteção.

“Através das notificações, do monitoramento dos casos e da articulação com a rede de proteção, como o Conselho Tutelar, a Assistência Social e a Educação, conseguimos agir de forma mais efetiva. Cada dado que coletamos não é apenas um número: é a história de uma criança que precisa de socorro, acolhimento e justiça”, completou.

Programa Viva fortalece rede de proteção

O Programa Viva, coordenado pelo Ministério da Saúde, tem como principal objetivo a notificação compulsória de violências no Brasil. Desde 2011, os casos de violência doméstica, sexual e outras violências devem ser obrigatoriamente notificados por todos os serviços de saúde, públicos e privados, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Em Japeri, as técnicas do Programa Viva, a coordenadora Karine Freitas e a psicóloga Ana Paula Bittar, estiveram à frente da ação na Escola Municipal Aristides Arruda e relataram que, neste ano, o trabalho de conscientização foi ampliado para as unidades escolares do município, aumentando ainda mais o alcance da campanha.

“A importância da parceria da Saúde com a Educação, através do Programa Viva, é levar aos estudantes da unidade escolar, de forma lúdica, a conscientização e o fortalecimento do vínculo de confiança da criança para prevenir casos de violência e abuso. Por isso, a importância das atividades com as escolas”, explicou Karine.

Ana Paula Bittar ressaltou a importância de orientar as crianças desde cedo sobre proteção e denúncia.

“Hoje estamos falando com as crianças pequenas, que estão no primeiro segmento, porque esse é um público muito silenciado e, por vezes, desacreditado. Elas vão chegar em casa e conversar com as mães, ajudando a instrumentalizar a sociedade para prevenir situações de violência, por meio da escuta e da denúncia, utilizando canais como o Disque 100 e conhecendo a função de órgãos como o Conselho Tutelar”, afirmou.

Fotos: Gabriela Figueiredo