Sargento da PM é executado com mais de 20 tiros na entrada de condomínio no Pechincha
Policial militar foi atacado por criminosos em uma motocicleta quando chegava em casa; vítima já havia sido presa em operação contra o tráfico e o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

O 3º sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, lotado no 21º BPM (São João de Meriti), foi assassinado na madrugada deste domingo (12) em frente ao condomínio onde morava, na Rua Mirataia, no bairro Pechincha, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime foi registrado por câmeras de segurança e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
De acordo com relatos de uma testemunha, o policial chegava ao condomínio dirigindo seu carro e aguardava a abertura da cancela de acesso quando foi surpreendido por dois criminosos em uma motocicleta. A dupla efetuou diversos disparos contra o veículo e fugiu logo em seguida. Informações preliminares apontam que foram realizados pelo menos 23 tiros.
Equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) foram acionadas e encontraram o sargento já sem sinais de vida. O automóvel apresentava inúmeras perfurações provocadas pelos disparos, mas nenhum objeto pessoal da vítima foi levado, o que reforça a hipótese de execução.
Peritos da Polícia Civil realizaram os trabalhos no local, enquanto agentes da Delegacia de Homicídios da Capital deram início às investigações para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
O nome de Yuri Luiz Desiderati Ribeiro já havia ganhado notoriedade em outubro de 2023, quando ele foi preso em flagrante durante uma operação na Avenida Brasil, nas proximidades do Complexo da Maré. Na ocasião, segundo a Polícia Civil, o militar foi encontrado em um caminhão que transportava cerca de 151 quilos de cocaína.
As investigações daquela operação apontavam ainda que o policial era considerado um dos homens de confiança de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como “Abelha”, e de William Souza Guedes, o “Corolla”, ambos apontados como integrantes da alta cúpula da facção criminosa Comando Vermelho.
Até o momento, ninguém foi preso pelo homicídio, e a Polícia Civil segue apurando todas as circunstâncias do caso.
Fotos; Reprodução















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