Inclusão e protagonismo feminino marcam retomada do projeto Escola no Legislativo Iguaçuano
O projeto, que também é aberto a escolas de ensino fundamental e médio, reforça o compromisso do Legislativo iguaçuano com a educação política e a valorização da participação popular desde cedo.

(*) Por Geraldo Perelo
A volta do projeto A Escola no Legislativo Iguaçuano movimentou a Câmara Municipal de Nova Iguaçu nesta terça-feira (17) e mostrou, mais uma vez, como a juventude pode ser protagonista na construção de uma cidade mais inclusiva e democrática.
Entre os destaques da participação estudantil, Yasmim de Souza, 23 anos, aluna de Direito e deficiente visual, levantou a bandeira da acessibilidade. Ela questionou os parlamentares sobre iniciativas voltadas às pessoas com deficiência e recebeu do presidente da Casa, Dr. Márcio Guerreiro, um panorama das leis já em vigor, como as que asseguram direitos às pessoas com TEA e visão monocular. Ao final, ficou definido que Yasmim irá colaborar diretamente com vereadores na elaboração de um documento específico para ampliar os direitos dos deficientes visuais.

Deficiente visual, Yasmim irá colaborar diretamente com vereadores na elaboração de um documento específico para ampliar os direitos à cidadania
O debate também trouxe à tona a força feminina. Mariana Nunes, 32 anos, chamou atenção para a necessidade de mais mulheres na política: “A mulher precisa estar mais presente na vida política da nossa cidade”. A fala ecoou no plenário e reforçou a importância da representatividade feminina no parlamento.
Estudantes do 4º período de Direito da Universidade Unigranrio – campus Nova Iguaçu – ocuparam simbolicamente os assentos dos vereadores e puderam experimentar de perto o funcionamento do Legislativo. Entre 19 e 25 anos, os jovens viveram um dia de reflexão sobre democracia, cidadania e responsabilidade social.

Mariana Nunes chamou atenção para a necessidade de mais mulheres na política
Para a professora Aline Teodoro, coordenadora do curso, a iniciativa faz os estudantes perceberem seu papel ativo na sociedade: “Quando o jovem entende que pode participar e cobrar resultados, ele se sente parte da transformação”. A coordenadora de Práticas Jurídicas, Carmem Caroline, completou: “É uma extensão da sala de aula, com impactos reais na formação do aluno”.
O procurador-chefe da Câmara, Leonardo dos Santos, destacou que a experiência desperta futuros líderes mais preparados e conscientes. Já o diretor legislativo Paulo Jordão frisou que a Casa cumpre seu papel de abrir as portas e aproximar a população do poder público. O vereador Márcio Simpatia, em seu primeiro mandato, elogiou a iniciativa como um momento único de troca entre Câmara e sociedade.


Procurador-chefe da CMNI, Leonardo Santos (à esq), responsável pela visitação dos universitários da Unigranrio
O projeto, que também é aberto a escolas de ensino fundamental e médio, reforça o compromisso do Legislativo iguaçuano com a educação política e a valorização da participação popular desde cedo. As instituições interessadas podem solicitar a participação de suas turmas por meio de ofício endereçado à Câmara Municipal.
Com debates que valorizam a inclusão, a diversidade e a participação da juventude, a retomada do Escola no Legislativo Iguaçuano deixou claro: a política se renova quando abre espaço para novas vozes e novos olhares.
(*) Com Ascom/CMNI















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