Governo do Estado realiza operação contra furto de petróleo em oleodutos, um deles em Guapimirim, na Baixada Fluminense

Governo do Estado realiza operação contra furto de petróleo em oleodutos, um deles em Guapimirim, na Baixada Fluminense

Ação da Polícia Civil e do Ministério Público acontece em seis estados e já prendeu sete suspeitos. As investigações apontam que o material foi extraído em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence a uma família de contraventores, o que, segundo os investigadores, evidencia a dificuldade de fiscalização na região.

O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil, realiza nesta quinta-feira (22) a operação “Haras do Crime”, contra uma quadrilha especializada no furto de petróleo por meio da perfuração clandestina de oleodutos da Transpetro. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro. Até o momento, sete pessoas foram presas.

O objetivo da operação é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, além de interromper de forma imediata as atividades ilegais. As investigações apontam que a quadrilha atua com estrutura organizada, possuindo hierarquia operacional, articulação fora do estado e divisão clara de tarefas entre os integrantes.

— Vamos continuar de maneira firme e séria combatendo o crime organizado. Não podemos permitir que quadrilhas continuem explorando atividades ilegais que geram prejuízos e colocam vidas em risco — declarou o governador Cláudio Castro.

As investigações são da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD). De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha atuava por meio de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração do duto, realizada sob proteção armada. O petróleo extraído era transportado em caminhões-tanque, por rotas interestaduais, caracterizando o transporte clandestino. O produto era então comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.

A polícia afirma que há comprovação de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos que eram usados na prática ilegal.

As investigações apontam que o material foi extraído em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence a uma família de contraventores, o que, segundo os investigadores, evidencia a dificuldade de fiscalização na região.
Segundo a Polícia Civil, os investigados também respondem como réus em outros processos.

Fotos: Polícia Civil/ERJ