Eduardo Paes promete expandir rede de atendimento ao autismo para todo o Estado do Rio

Eduardo Paes promete expandir rede de atendimento ao autismo para todo o Estado do Rio

Candidato ao governo visita centro especializado na capital e apresenta proposta de diagnóstico, reabilitação e inclusão para pessoas com TEA em municípios fluminenses

O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta terça-feira (1º) que pretende ampliar para os municípios fluminenses o modelo de atendimento especializado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) implantado na cidade do Rio.

A declaração foi feita durante visita ao Centro de Estímulo ao Desenvolvimento no Transtorno do Espectro Autista (CED-TEA), instalado no Centro Municipal de Reabilitação Instituto Oscar Clark, no Maracanã, Zona Norte da capital.

A proposta apresentada pelo candidato prevê a criação de uma rede de apoio estruturada em duas frentes: centros municipais voltados ao diagnóstico precoce e à realização de terapias, com financiamento estadual, e unidades estaduais de reabilitação destinadas principalmente a adolescentes, jovens e adultos com TEA.

Segundo Paes, os municípios seriam responsáveis pela execução dos serviços de diagnóstico e acompanhamento terapêutico, enquanto o Governo do Estado atuaria como financiador e parceiro das administrações locais.

— Para a população com TEA, queremos estruturar centros de diagnóstico e terapia, com avaliação multidisciplinar e atendimento precoce. O Estado vai financiar e os municípios executarão. Também teremos centros estaduais voltados para jovens acima de 14 anos e adultos, trabalhando reabilitação, ressocialização, formação profissional e inserção no mercado de trabalho — afirmou.

Paes: estruturar centros de diagnóstico e terapia, com avaliação multidisciplinar e atendimento precoce.

Outro ponto destacado pelo candidato foi a ampliação da presença de mediadores nas salas de aula para garantir melhores condições de inclusão dos estudantes neurodivergentes na rede pública.

Paes defendeu uma proporção mínima de um profissional para cada três alunos que necessitem desse acompanhamento especializado.

Estado: cerca de 215 mil pessoas diagnosticadas

Dados do IBGE apontam que o Estado do Rio de Janeiro possui aproximadamente 215 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, número equivalente a 1,3% da população fluminense.

O Estado possui cerca de 215 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista,

O estado ocupa a terceira posição no país em quantidade de pessoas diagnosticadas com TEA, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Durante a visita, o candidato ao Senado Pedro Paulo também defendeu a criação de políticas específicas para mães e responsáveis que exercem integralmente o trabalho de cuidado.

Entre as propostas apresentadas estão apoio financeiro para cuidadores, criação de mecanismos para facilitar a inserção dessas mães no mercado de trabalho, prioridade no atendimento à saúde, períodos de descanso e a implantação de um cadastro nacional para dar maior visibilidade às demandas dessa população.

— O Brasil já reconheceu os direitos da pessoa com deficiência. Falta reconhecer quem cuida dela — destacou Pedro Paulo.

Modelo já funciona em oito unidades no Rio

Durante sua gestão à frente da Prefeitura do Rio, Eduardo Paes inaugurou oito unidades do CED-TEA. A primeira foi aberta em janeiro de 2024, no Instituto Oscar Clark, enquanto a unidade mais recente foi inaugurada em março deste ano, no Centro Municipal de Reabilitação de Irajá.

Os centros são destinados a crianças e adolescentes de zero a 18 anos com suspeita ou diagnóstico confirmado de autismo e oferecem atendimento especializado em diferentes áreas.

O acompanhamento é realizado por equipes multiprofissionais, com serviços como fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e musicoterapia, além da elaboração de projetos terapêuticos individualizados.

A unidade visitada no Instituto Oscar Clark possui capacidade para realizar até 150 atendimentos semanais. O espaço conta ainda com salas sensoriais, atividades coletivas voltadas ao desenvolvimento da comunicação e da interação social, consultórios individuais e ambientes planejados para acolher crianças em momentos de agitação.

A chamada “sala do aconchego”, por exemplo, foi criada com poucos estímulos para permitir que os pacientes possam se reorganizar emocionalmente. Brinquedos terapêuticos e instrumentos musicais também fazem parte das atividades oferecidas.

Com a promessa de levar a experiência da capital para outras cidades, Paes coloca a política de inclusão e atendimento às pessoas com autismo entre os compromissos apresentados para uma eventual gestão estadual.

Fotos: Divulgação