Casa da Cultura leva debate sobre violência contra a mulher a encontro da AMEVIDA
Participação de Letícia Florêncio destacou o papel da informação, da fé e da rede de proteção na construção de lares seguros em Nova Iguaçu

A Casa da Cultura participou da 3ª Reunião de Mulheres do Ciclo de Encontros promovida pela Associação de Mulheres Evangélicas com Cristo e pela Vida (AMEVIDA), em Nova Iguaçu. Representada pela diretora Letícia Florêncio, a instituição contribuiu para o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, com foco nos 20 anos da Lei Maria da Penha e na importância da construção de lares seguros, saudáveis e baseados no respeito.
Realizado na Assembleia de Deus Ministério Uma Grande Nação, em Jardim Laranjeiras, o encontro teve como tema “Entre a Fé e a Proteção: 20 anos da Lei Maria da Penha na construção de lares seguros e saudáveis”. A programação reuniu mulheres para discutir a relação entre a fé cristã, a prevenção da violência doméstica e o fortalecimento da rede de proteção.
Durante sua participação como palestrante, Letícia Florêncio ressaltou que a violência doméstica pode atingir mulheres de diferentes realidades, inclusive aquelas que vivem a fé cristã. Segundo ela, buscar ajuda diante de uma situação de violência não representa falta de confiança em Deus, mas uma forma de preservar a vida e a dignidade.
“A violência doméstica também pode acontecer com mulheres de fé, mas a fé não combina com a violência. Por isso, é importante que a mulher busque ajuda. E buscar apoio não significa falta de confiança em Deus; pelo contrário, Deus também age por meio das pessoas e das instituições que existem para acolher e proteger”, afirmou.

A diretora da Casa da Cultura também destacou a importância dos serviços especializados disponíveis para o atendimento às mulheres, como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs).
A atividade contou ainda com a participação da pastora Sheila Santana e reforçou a necessidade de mobilização da sociedade para combater a violência doméstica e familiar. A proposta foi estimular o diálogo e ampliar o conhecimento sobre os caminhos disponíveis para mulheres que precisam de acolhimento e proteção.
A participação da Casa da Cultura integra uma atuação voltada à promoção da cidadania, da igualdade e da defesa dos direitos das mulheres. Por meio de ações, encontros e parcerias com organizações e movimentos sociais da Baixada Fluminense, a instituição busca ampliar espaços de diálogo e conscientização sobre diferentes formas de violência e desigualdade.
Violência não deve ser silenciada

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e apoio pelos canais oficiais:
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, para orientação e denúncias.
- Ligue 190: Polícia Militar, em casos de emergência ou quando a violência estiver acontecendo.
Foto: Jéssica Coelho/Casa da Cultura da Baixada.














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