Polícia Civil investiga fábrica em Duque de Caxias por suspeita de venda irregular de produto capilar
Produto comercializado como creme de tratamento apresentaria características de alisante sem o registro exigido; operação apreendeu produtos e dinheiro em espécie

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a comercialização irregular de produtos capilares fabricados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação, realizada nesta quarta-feira (2), apura suspeitas de que um creme vendido como tratamento para os cabelos apresentaria características de alisante capilar sem possuir o registro necessário junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Agentes da 11ª DP (Rocinha), com apoio da Anvisa, cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa investigada. Os alvos incluíram uma fábrica localizada no Parque Senhor do Bonfim, em Duque de Caxias, dois depósitos em São João de Meriti e a residência do responsável pelo empreendimento, na Barra da Tijuca.
Durante a operação, os policiais encontraram a linha de produção em funcionamento e apreenderam uma grande quantidade de produtos prontos para comercialização.

A investigação teve início após uma consumidora procurar a Polícia Civil relatando ter sofrido ferimentos no couro cabeludo depois de utilizar um dos produtos. A partir da denúncia, os agentes passaram a investigar a composição e a forma de comercialização do creme.
Segundo as autoridades, o produto teria sido registrado em uma categoria com exigências regulatórias menos rigorosas, embora apresentasse características compatíveis com produtos utilizados para alisamento capilar, que necessitam de controle específico.
A polícia também investiga a utilização, nas embalagens, do nome de uma marca chinesa conhecida nas redes sociais e na internet. De acordo com os investigadores, a empresa mencionada não possuiria autorização da Anvisa para comercialização de produtos no Brasil.


Polícia apura suspeitas de que um creme vendido como tratamento para os cabelos apresentaria características de alisante capilar sem possuir o registro necessário junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na residência de Bruno Santos Castro Roque, apontado pela investigação como responsável pela empresa, os agentes apreenderam R$ 375 mil e US$ 10 mil em espécie. Segundo a Polícia Civil, ele informou que os valores seriam provenientes de pagamentos realizados por clientes, mas não conseguiu detalhar a origem dos recursos durante a ação.
Outro ponto investigado envolve a responsabilidade técnica pela fabricação dos produtos. A polícia afirma que o empresário se apresentava aos consumidores como responsável técnico, embora, segundo a investigação, não possuísse habilitação junto ao Conselho Regional de Química para exercer a função.
Os agentes também apuram possíveis irregularidades no descarte de produtos utilizados durante o processo de fabricação.
A Polícia Civil e a Anvisa destacam que eventuais divergências entre a classificação apresentada aos órgãos reguladores e as características reais dos produtos podem impedir que o consumidor tenha informações claras sobre o que está utilizando, representando possíveis riscos à saúde.
O responsável pela empresa prestou depoimento e afirmou que a comercialização do creme ocorre de forma legal. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Fotos/Reprodução/TV Globo














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