“Tempo de Florescer” promove acolhimento e cuidado emocional para mães de crianças neuroatípicas em Belford Roxo

“Tempo de Florescer” promove acolhimento e cuidado emocional para mães de crianças neuroatípicas em Belford Roxo

Projeto desenvolvido pelo Centro Especializado de Reabilitação às Crianças Neuroatípicas oferece espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento de vínculos durante o Setembro Amarelo

O Centro Especializado de Reabilitação às Crianças Neuroatípicas, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, promoveu nesta semana o projeto “Tempo de Florescer”, iniciativa voltada ao acolhimento, à escuta e ao fortalecimento dos vínculos entre mães e cuidadoras atendidas pela unidade, localizada em Vila Joana.

A ação marcou o primeiro ano do Grupo das Mães do centro e foi planejada como um espaço de diálogo e reflexão sobre os desafios enfrentados diariamente pelas famílias de crianças neuroatípicas, incluindo pessoas com autismo, TDAH e deficiências.

A programação integra as ações do Setembro Amarelo e será realizada todas as terças-feiras de setembro, às 10h. A proposta é chamar a atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental não apenas das crianças e adolescentes neurodivergentes, mas também de seus familiares e cuidadores.

Um espaço para acolher e compartilhar

Segundo a gestora do Centro de Reabilitação, Juliete Cordeiro, o projeto foi criado para que as mães tenham um ambiente seguro onde possam falar sobre sentimentos, dificuldades, conquistas e experiências.

“O Tempo de Florescer nasce com a proposta de oferecer às mães um espaço seguro de escuta, acolhimento e troca de experiências. Um encontro para reconhecer as conquistas, compartilhar desafios e lembrar que cada trajetória possui seu próprio ritmo”, explicou.

A ação marcou o primeiro ano do Grupo das Mães do centro e foi planejada como um espaço de diálogo e reflexão

A gestora destacou ainda que a metáfora do florescimento representa tanto o desenvolvimento singular de cada criança quanto a trajetória das próprias mães.

“A metáfora do florescimento nos convida a compreender que cada criança tem um tempo singular de desenvolvimento e que respeitar esse tempo também é uma forma de cuidado. Ao mesmo tempo, olhamos para as mães e para suas próprias raízes: a força, a dedicação, o amor e a capacidade de seguir crescendo mesmo diante dos desafios”, afirmou.

Dinâmicas e dançaterapia

Durante o primeiro encontro, a psicóloga Raquel, integrante da equipe da unidade, conduziu uma roda de conversa sobre a importância de reconhecer e respeitar as diferentes etapas do desenvolvimento dos filhos.

As participantes também participaram de dinâmicas de expressão e reflexão, que permitiram compartilhar sentimentos, experiências e percepções sobre suas próprias jornadas.

Outro momento de destaque foi a dançaterapia, conduzida pela terapeuta Lorraine Oliveira. A atividade utilizou o movimento como instrumento para estimular leveza, conexão, expressão e bem-estar entre as participantes.

Plantando novas possibilidades

O encerramento do encontro foi marcado por uma atividade simbólica: cada mãe participou do plantio de uma semente.

A proposta representou a importância de respeitar os diferentes processos e compreender que nem sempre os resultados aparecem imediatamente. Assim como uma semente precisa de tempo, cuidado e condições adequadas para crescer, cada criança e cada família também possuem seu próprio ritmo.

Para Juliete Cordeiro, o nome do projeto traduz justamente essa mensagem de respeito aos diferentes tempos e trajetórias.

“Florescer no próprio tempo tem como significado o tema, porque cada jardim tem sua beleza, cada flor possui sua estação e cada pessoa merece ser respeitada em seu processo. Trouxemos esse projeto para as mães se abrirem e perceberem o quanto o Centro Especializado de Reabilitação às Crianças Neuroatípicas está disposto a ajudar no acolhimento familiar”, concluiu.