Polícia Civil mira ferros-velhos para combater a receptação de peças de veículos roubados e furtados
A ação faz parte da segunda fase da “Operação Torniquete”, que tem como objetivo reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas na capital do Rio e na Baixada Fluminense

Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Baixada Fluminense (DRFA-BF) deflagraram, nesta segunda-feira (27/07), uma ação de fiscalização em ferros-velhos e estabelecimentos de sucatas na capital do Rio e na Baixada Fluminense. A operação tem como objetivo combater a receptação e o comércio ilegal de peças de veículos roubados e furtados.
As equipes realizam fiscalizações simultâneas em estabelecimentos suspeitos de comercializar peças automotivas de origem ilícita. Durante as diligências, os agentes promovem a verificação da procedência das peças, analisam documentos fiscais e avaliam a regularidade das atividades exercidas.
Na ação, os policiais civis também cumprem um mandado de busca e apreensão em um estabelecimento localizado no bairro de Campo Grande, Zona Oeste da capital.
As investigações apontaram que a receptação desempenha papel fundamental na dinâmica dos roubos e furtos de veículos. Isso porque o desmanche e a comercialização clandestina de peças garantem lucro rápido aos criminosos e estimulam a continuidade dos delitos. A iniciativa busca desarticular essa cadeia de receptação responsável por abastecer o mercado ilegal de peças.
A ação faz parte da segunda fase da “Operação Torniquete”, que tem como objetivo reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade. Desde setembro de 2024, já são mais de 1070 presos, além de cargas e veículos recuperados, avaliados em mais de R$ 56 milhões. As ações são contínuas e já ultrapassam R$ 70 milhões em pedidos de bloqueios de bens e valores.
Com ASCOM – Assessoria de Comunicação/PCRJ














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