Eduardo Paes apresenta Terminal Gentileza como modelo para transformar transporte intermunicipal no Rio

Eduardo Paes apresenta Terminal Gentileza como modelo para transformar transporte intermunicipal no Rio

Candidato ao governo promete ampliar integração entre modais, levar o padrão BRT para outras regiões do estado e priorizar expansão do metrô

O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo PSD, Eduardo Paes, visitou nesta segunda-feira (31) o Terminal Intermodal Gentileza, no Santo Cristo, Zona Central da capital, e apresentou propostas para uma ampla reformulação do sistema de mobilidade urbana e dos transportes intermunicipais fluminenses.

Durante a visita, Paes conversou com passageiros e defendeu que o modelo de integração implantado no Terminal Gentileza sirva de referência para outras regiões do estado. Entre as propostas estão a adoção do padrão BRT nos principais corredores intermunicipais, a integração por meio da bilhetagem eletrônica, a recuperação da malha ferroviária, a construção de novos terminais intermodais e a expansão do metrô.

Segundo o candidato, a precariedade dos atuais sistemas de transporte é um dos principais desafios a serem enfrentados pelo próximo governo estadual.

— Os transportes intermunicipais são uma tragédia absoluta. A antiga SuperVia está sucateada, os ônibus intermunicipais também, e o metrô está concentrado na capital. O resultado é um transporte caro e precário para a população. O Terminal Gentileza mostra que é possível fazer diferente, integrando vários modais e oferecendo um serviço mais eficiente — afirmou Eduardo Paes.

Paes — transporte intermunicipal é uma tragédia, caro e precário para a população.

Inaugurado em fevereiro de 2024, o Terminal Intermodal Gentileza se consolidou como um dos principais pontos de integração do transporte público do Rio de Janeiro. Desde sua abertura, cerca de 22,5 milhões de passageiros já passaram pelo local, que conecta linhas de BRT, VLT e ônibus municipais.

Paes destacou que pretende levar esse conceito para outras regiões fluminenses, especialmente em áreas com grande deslocamento diário entre municípios.

— É esse modelo de integração que queremos implantar nos transportes intermunicipais do estado, com novos terminais e uma verdadeira conexão entre os diferentes meios de transporte — ressaltou.

A experiência do BRT carioca também foi citada pelo candidato como referência para o novo projeto de mobilidade. Atualmente, o sistema conta com aproximadamente 150 quilômetros de corredores, cerca de 140 estações, 780 novos ônibus e sete linhas funcionando 24 horas. O modal atende 40 bairros e transporta cerca de 630 mil passageiros diariamente.

Na capital, a reestruturação do transporte por ônibus também incluiu a retomada e criação de linhas, renovação da frota e ampliação da climatização dos veículos. Paes afirmou que pretende utilizar a experiência adquirida na Prefeitura do Rio para promover melhorias no transporte que atende a Baixada Fluminense, a Região Metropolitana e outras áreas do estado.

Expansão do metrô é prioridade

Acompanhado pelo candidato ao Senado Federal Pedro Paulo (PSD), Eduardo Paes também reforçou que a expansão da rede metroviária será uma das prioridades de seu programa de governo.

Paes conversou com passageiros e defendeu o modelo de integração implantado no Terminal Gentileza

Entre os projetos defendidos está a extensão da Linha 2, ligando o Estácio à Praça XV, além da implantação da Linha 3, planejada para conectar São Gonçalo, Niterói e a capital fluminense.

— A prioridade é fazer a expansão da Linha 2 até a Praça XV e avançar com a Linha 3, saindo de São Gonçalo em direção a Niterói. Essas duas linhas vão se encontrar sob a Baía de Guanabara — afirmou Paes.

Candidato da coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, formada por 12 partidos, Eduardo Paes defende que a mobilidade seja tratada como uma política estratégica para o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população.

A proposta, segundo ele, é construir um sistema mais integrado, moderno e acessível, reduzindo o tempo de deslocamento dos trabalhadores e aproximando municípios que hoje enfrentam dificuldades com transportes caros e considerados precários.