André Ceciliano defende cultura como instrumento de transformação e desenvolvimento no Estado do Rio
Candidato a deputado estadual propõe ampliar investimentos, descentralizar recursos e levar equipamentos culturais para a Baixada Fluminense e o interior

A defesa da cultura como instrumento de transformação social, educação e desenvolvimento regional marcou o encontro do candidato a deputado estadual André Ceciliano (PT) com artistas, produtores, atores, diretores e outros profissionais do setor cultural, realizado na noite desta quarta-feira (2), na sede da Companhia de Teatro Contemporâneo, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.
Durante a reunião, Ceciliano ouviu representantes de diferentes segmentos e defendeu a necessidade de ampliar e descentralizar os investimentos culturais no Estado do Rio de Janeiro. Para o candidato, é fundamental criar oportunidades também fora da capital, especialmente na Baixada Fluminense e no interior, regiões que possuem intensa produção artística, mas ainda enfrentam carência de equipamentos e recursos.
Entre as principais demandas apresentadas pelos participantes estiveram a construção de cinemas e teatros e uma distribuição mais equilibrada das verbas destinadas à cultura. Uma das participantes chamou atenção para a realidade de Belford Roxo, município com cerca de 500 mil habitantes que não possui uma sala de cinema. Em contraponto, foi lembrado o caso de Miracema, no Noroeste Fluminense, que, mesmo com população bem menor, inaugurou uma sala de cinema em 2024 e mantém boa frequência de público.
Democratização do acesso à cultura
Para Ceciliano, a democratização do acesso à cultura precisa estar no centro das políticas públicas do estado.
Ao lembrar iniciativas construídas ao longo de sua trajetória política, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) destacou medidas voltadas à ampliação das possibilidades de financiamento para projetos culturais. Entre elas está a Lei nº 9.926/2022, que permite a participação de empresas de pequeno e médio porte no patrocínio de iniciativas culturais e esportivas por meio de incentivos fiscais.
“Hoje, só as gigantes como Light e telefônicas fazem patrocínio. Essa lei permite que empresas menores também possam investir em arte e cultura. Um mercado de bairro, por exemplo, pode financiar um grupo de balé local. O problema é que muita gente ainda não conhece essa possibilidade. É uma lei que precisa ser melhor divulgada”, afirmou.

A preservação da memória e do patrimônio histórico também foi destacada como parte da agenda cultural defendida pelo candidato. Ceciliano lembrou sua participação em iniciativas que garantiram o reconhecimento de importantes espaços como patrimônio cultural do Rio de Janeiro, entre eles o Cais do Valongo, o Armazém da Utopia e o Sítio Roberto Burle Marx.
Para André Ceciliano, entretanto, a política cultural vai além da preservação e do financiamento de eventos. Ele defende a cultura como ferramenta de formação humana e de construção de perspectivas para crianças e jovens.
Ao citar a Escola de Música Villa-Lobos de Paracambi, instalada na Fábrica do Conhecimento — projeto cuja implantação teve participação durante sua gestão como prefeito —, o candidato defendeu a expansão de iniciativas semelhantes para outras regiões do estado.
“Cultura é o alimento da alma”
“A criança que pega num violão ou num violino nunca vai pegar num fuzil. Seria ótimo se tivéssemos pelo menos uma Villa-Lobos em cada município do Rio de Janeiro”, afirmou.
A relação de Ceciliano com a cultura, segundo ele, começou antes mesmo da vida pública. Aos 28 anos, quando ainda trabalhava no mercado financeiro, adquiriu o tradicional Cinema Imperial, em Paracambi, onde promoveu sessões gratuitas para a população. O interesse pela música também surgiu cedo, quando trabalhou na loja de discos de um tio, experiência que contribuiu para a formação de seu gosto pela música popular brasileira e pelas manifestações regionais.
“Tenho muito orgulho de ter ajudado de alguma forma os fazedores de cultura do Rio de Janeiro. Gosto muito de música popular brasileira e regional, gosto muito de cinema. Cultura é o alimento da alma”, declarou.
Ao final do encontro, que reuniu profissionais de diferentes áreas da produção cultural, André Ceciliano reafirmou o compromisso de manter um diálogo permanente com artistas e agentes culturais caso seja eleito deputado estadual. A proposta, segundo ele, é fortalecer a atuação parlamentar em defesa da cultura e ampliar as condições para que a produção artística chegue a todas as regiões do Estado do Rio.
A defesa de uma política cultural mais descentralizada, capaz de transformar talentos locais em oportunidades e garantir acesso da população à arte, à música, ao cinema e ao teatro, deverá ser uma das bandeiras centrais de sua campanha.














Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.