Douglas Ruas promete qualificação profissional no ensino médio e critica Lula por dívida do RJ

Douglas Ruas promete qualificação profissional no ensino médio e critica Lula por dívida do RJ

Candidato do PL ao governo do Rio defende formação profissional desde o 1º ano do ensino médio, ampliação do ensino cívico-militar e questiona atuação do governo federal no Propag

O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, apresentou nesta quarta-feira (9) propostas para a educação estadual e voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante atividades de campanha na capital fluminense.

Durante uma caminhada pelo Saara, na Região Central do Rio, Ruas defendeu a implantação de cursos de qualificação profissional já a partir do primeiro ano do ensino médio nas escolas da rede pública estadual. Segundo ele, a intenção é aproximar a formação dos jovens das necessidades do mercado de trabalho.

— Nós queremos conectar educação ao mercado de trabalho. Para isso, vou trazer para o primeiro ano do ensino médio a qualificação profissional. Quero que eles saiam da escola com diploma e uma profissão, prontos para o mercado de trabalho — afirmou.

A proposta, de acordo com o candidato, seria construída em parceria com a iniciativa privada e levaria em consideração as características econômicas de cada região do Estado do Rio.

— Vamos fazer isso com muito diálogo com a iniciativa privada, respeitando as vocações regionais de cada canto do nosso estado, para que os nossos jovens possam concluir uma formação naquilo que verdadeiramente vão encontrar uma oportunidade no mercado de trabalho — acrescentou.

Expansão do ensino cívico-militar

Ruas também anunciou a intenção de ampliar o modelo de ensino cívico-militar para pelo menos 200 escolas da rede estadual. Ele utilizou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para defender a proposta.

Segundo o candidato, o Rio ocupa atualmente uma das últimas posições do ranking nacional do Ideb e possui pouco mais de 1.200 unidades escolares. Ruas citou as 17 escolas estaduais que, segundo ele, adotam o modelo cívico-militar como exemplo de desempenho que pretende ampliar.

Durante uma caminhada pelo Saara, na Região Central do Rio, Ruas defendeu a implantação de cursos de qualificação profissional
Ruas também anunciou a intenção de ampliar o modelo de ensino cívico-militar para pelo menos 200 escolas da rede estadual.

— Hoje nós temos uma posição vergonhosa no estado do Rio de Janeiro: ocupamos a penúltima colocação no ranking nacional do Ideb. Temos pouco mais de 1.200 unidades escolares e, dentro desse universo, um achado de boas práticas: são 17 unidades que funcionam no modelo de ensino cívico-militar, com notas do Ideb entre 5,2 e 5,8. Vamos ampliar esse modelo de ensino para pelo menos 200 escolas já existentes na nossa rede pública estadual — declarou.

Críticas ao governo federal

Em sabatina na BandNews FM, também nesta quarta-feira, o candidato direcionou críticas ao presidente Lula em relação à renegociação da dívida do Estado do Rio de Janeiro com a União por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Em sabatina na BandNews FM, também nesta quarta-feira, o candidato direcionou críticas ao presidente Lula

Ruas classificou como uma vitória do Rio a decisão do Congresso Nacional de derrubar vetos presidenciais a dispositivos do programa. Na avaliação do candidato, os trechos posteriormente restabelecidos pelos parlamentares foram fundamentais para permitir a adesão do Estado ao programa.

O candidato também criticou a participação de Lula no processo de adesão do Rio ao Propag. Para Ruas, o presidente tentou impedir condições que, posteriormente, acabaram sendo mantidas pelo Congresso.

— O presidente Lula vetou os dispositivos que ajudavam o Estado do Rio a aderir ao Propag. O Congresso Nacional derrubou os vetos. Depois Lula veio ao Rio de Janeiro, com a maior cara de pau, dizer que estava ajudando a população do Rio a se livrar dessa dívida — afirmou.

Ruas também atribuiu parte do crescimento da dívida aos juros cobrados pela União ao longo dos anos. Segundo ele, o modelo adotado fez com que, mesmo com pagamentos realizados pelo Estado, o saldo devedor continuasse crescendo.

Com a adesão ao Propag, o Rio de Janeiro poderá refinanciar uma dívida superior a R$ 200 bilhões com a União, em prazo de até 30 anos e com condições consideradas mais favoráveis, incluindo redução dos juros.

As declarações fazem parte da estratégia de campanha de Ruas de apresentar propostas voltadas à educação e à formação profissional dos jovens, ao mesmo tempo em que utiliza a situação fiscal do Estado como um dos principais pontos de crítica ao governo federal.