Polícia Civil realiza nova fase da Operação Mounjaro contra venda ilegal de canetas emagrecedoras
Coordenada pela Delegacia do Consumidor (Decon), a operação tem como alvo um homem apontado pelas investigações como um dos responsáveis pela distribuição ilegal desses produtos em academias localizadas nas zonas Oeste e Sul do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (9) a quarta fase da Operação Mounjaro, voltada ao combate da comercialização clandestina de canetas emagrecedoras e anabolizantes. A ação ocorre em diferentes pontos da capital fluminense e também no estado de São Paulo.
Coordenada pela Delegacia do Consumidor (Decon), a operação tem como alvo um homem apontado pelas investigações como um dos responsáveis pela distribuição ilegal desses produtos em academias localizadas nas zonas Oeste e Sul do Rio de Janeiro.
Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão nos bairros de Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, além de endereços em São Paulo. O objetivo é recolher documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, medicamentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

A polícia cumpre sete mandados de busca e apreensão nos bairros de Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, além de endereços em São Paulo
Segundo a Polícia Civil, o esquema foi identificado após um trabalho de inteligência que envolveu monitoramento de redes sociais. As apurações indicam que os produtos eram oferecidos sem comprovação de origem, sem controle sanitário adequado e fora das exigências legais para comercialização.
De acordo com os investigadores, o principal suspeito é Maycon Douglas Barreto da Silva, que já havia sido preso em março deste ano por crime contra a saúde pública. Após permanecer cerca de um mês detido, ele foi colocado em liberdade e passou a responder ao processo fora da prisão. Nesta nova fase da operação, não há mandado de prisão contra ele, apenas de busca e apreensão. Até o momento, ele não foi localizado.
Durante as investigações, os policiais descobriram ainda que o número de telefone utilizado nos anúncios dos produtos pertencia a um idoso diagnosticado com Alzheimer, morador de Campo Grande, que não possui qualquer ligação com o esquema criminoso.
“O proprietário de uma academia já foi identificado e será intimado para prestar depoimento. Permitir a comercialização irregular de medicamentos dentro de um estabelecimento também configura crime”, afirmou o delegado Wellington Vieira.
A Polícia Civil alerta para os riscos associados ao uso de medicamentos adquiridos de forma clandestina. Entre os principais perigos estão a aplicação de substâncias diferentes das anunciadas, contaminação bacteriológica, falhas na conservação dos produtos devido à quebra da cadeia de refrigeração e o uso de dosagens inadequadas sem acompanhamento médico.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e esclarecer a origem, armazenamento, distribuição e comercialização dos medicamentos comercializados ilegalmente.
Foto: Divulgação/PCERJ















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