Cem histórias de amor encontram no altar a chance de realizar um sonho

Cem histórias de amor encontram no altar a chance de realizar um sonho

Casamento comunitário promovido pelo TJRJ transformou sonhos adiados em realidade e reuniu famílias, gerações e trajetórias marcadas pela emoção na Catedral Metropolitana do Rio

Por trás de um casamento, há uma história. E neste sábado, 29 de agosto, foram 100 histórias celebradas ao mesmo tempo. Na Catedral São Sebastião do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por meio da Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS), promoveu um casamento comunitário que reuniu amor, emoção e a celebração do direito à família no ano em que a Catedral completa 50 anos. 

As histórias foram as mais diversas: família inteira casando junta no mesmo dia, pessoas de todo canto do país e casais que se conheceram por aplicativo. 

Três gerações no altar 

Josimar da Silva, de 67 anos, e Fábio do Nascimento, de 57, resolveram oficializar um amor de mais de 30 anos. E escolheram um dia especial para isso: o mesmo em que o filho, Lucas, se casava com Mariana. Miguel, de dois anos, filho do casal mais jovem, completou a cena, presente para ver o papai, a mamãe e os avós casando juntos, lado a lado. 

Josimar não conseguia conter as lágrimas, que logo deixaram Fábio com os olhos marejados. “Eu chorei o tempo inteiro. Muito emocionada por também ver meu filho casado. Isso, para mim, é um sonho”, afirmou. 

Lucas destacou que a iniciativa permitiu superar barreiras financeiras, transformando um plano adiado em celebração inesquecível. 

“Eu falava que um pouquinho mais para a frente a gente veria essa situação, que não íamos nos apertar financeiramente. Do nada, ela: ‘Olha só, arrumei a nossa solução. Está aqui, de graça.’ Não tem o que falar. Então concordei: ‘Vamos'”, explicou. 

Lucas, Mariana e o filho do casal, Miguel

                                                                                                                                           Das redes sociais ao altar 

Os paraibanos Gérri Adriano e Vera Rafaela contaram que a rede social serviu de ponte para um namoro à distância. Em dezembro de 2013, ela se mudou para ficarem juntos. Hoje, o casal tem um bebê de três meses, João Vicente. 

                                              Gérri Adriano e Vera Rafaela celebraram o casamento com o filho, João Vicente, de três meses

Beatriz Pirajá e Victor Barreto também começaram o relacionamento pelo celular, por aplicativo. Depois de quatro anos juntos, chegou a hora de oficializar a união. A oportunidade surgiu em uma conversa com uma colega de trabalho, que sugeriu o casamento comunitário. Após acessar o site da catedral numa terça-feira, descobriram que o prazo para entrega dos documentos era o sábado seguinte — menos de uma semana para providenciar tudo. 

“Nós nos conhecemos em um aplicativo de relacionamento há quatro anos. E olha onde veio parar, uma coisa que a gente nem imaginava. O sentimento aqui é de muita felicidade e gratidão. É uma ação social excelente”, afirmaram. 

                                                Beatriz e Victor se conheceram por aplicativo de relacionamento e agora oficializaram a união

 Inclusão social 

O juiz Edison Ponte Burlamaqui, um dos magistrados que realizaram as cerimônias, ressaltou a importância de manter a frequência desses eventos para atender à população de forma contínua. 

“É um momento de celebração, de união e de regularização de muitos casais. É a hora de a gente possibilitar, de forma eficiente e fácil, a regularização do casamento de cada um desses casais”, afirmou. 

VS/ SF

Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ