Convenções partidárias entram na reta final e oficializam candidaturas à Presidência da República
Lula participa de convenção do PT neste domingo (2), em São Paulo, enquanto Renan Santos reúne apoiadores neste sábado (1º); prazo para realização dos eventos termina em 5 de agosto.

As convenções partidárias para as eleições de 2026 entram na fase decisiva neste fim de semana, com partidos de diferentes espectros políticos oficializando seus candidatos à Presidência da República. Entre os principais eventos previstos estão a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), que confirmará a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, e o encontro promovido pelo partido Missão, que reunirá seus filiados para marcar o início oficial da campanha presidencial de Renan Santos.
O evento do PT está marcado para a manhã de domingo (2), em São Paulo, quando Lula será confirmado como candidato ao Palácio do Planalto. A chapa será formada novamente ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), mantendo a aliança entre os dois partidos.
Caso eleito, Lula poderá iniciar um novo mandato presidencial. O petista foi eleito pela primeira vez em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao comando do país após vencer as eleições de 2022.
Já o empresário Renan Santos disputará sua primeira eleição presidencial. O partido Missão, que também estreia em uma disputa nacional, realiza sua convenção neste sábado (1º), em São Paulo. O nome de Renan já havia sido antecipado em um encontro virtual realizado em julho, medida adotada pela legenda para atender questões relacionadas à organização da campanha e à segurança institucional dos candidatos.
Além dessas convenções, outros partidos também já oficializaram ou programaram seus encontros nacionais. Entre os candidatos confirmados pelas respectivas legendas estão Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Samara Martins, Romeu Zema, Leonardo Avalanche, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta e Edmilson Costa.
Pela legislação eleitoral, as convenções partidárias podem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Após a escolha dos candidatos, os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
Cada legenda possui autonomia para definir a data, o formato e o local do evento, que pode ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida. As convenções também servem para deliberar sobre coligações, federações, definição dos números que serão utilizados nas urnas e homologação das candidaturas aos cargos em disputa.
Além da Presidência da República, os partidos escolhem seus candidatos aos governos estaduais, ao Senado Federal — com duas vagas em disputa por estado —, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas, além da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A legislação eleitoral estabelece uma série de exigências para a validade das convenções. Entre elas estão a elaboração da ata do evento, contendo os nomes dos candidatos escolhidos, e a lista de presença dos participantes. Ambos os documentos devem ser encaminhados e publicados pela Justiça Eleitoral dentro dos prazos previstos.
Outra exigência é que os partidos estejam com sua direção regularmente registrada na Justiça Eleitoral no momento da convenção. Também é permitido utilizar prédios públicos para a realização dos eventos, sem cobrança de aluguel, desde que o responsável pelo espaço seja comunicado com antecedência mínima de uma semana e que a legenda assuma a responsabilidade por eventuais danos ao patrimônio.
Com o encerramento das convenções e o registro das candidaturas, a disputa eleitoral entra oficialmente em uma nova etapa, abrindo caminho para o início da campanha e da apresentação das propostas dos candidatos aos eleitores em todo o país.














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