Flávio Bolsonaro confirma Alfredo Gaspar como vice e fecha chapa exclusivamente do PL
Após negociações frustradas com partidos do centro-direita, senador escolhe deputado federal de Alagoas para compor a disputa presidencial.

O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), oficializou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa para as eleições deste ano. Com a decisão, o Partido Liberal disputará o pleito com uma chapa formada exclusivamente por filiados da legenda, após não conseguir ampliar a aliança com outras siglas do campo da centro-direita.
Ex-promotor de Justiça, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar foi eleito deputado federal em 2022 e ganhou destaque nacional ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.

Alfredo Gaspar ganhou destaque nacional como relator da CPMI do INSS
Durante o anúncio, Flávio Bolsonaro ressaltou a trajetória do parlamentar na área da segurança pública e afirmou que a escolha também fortalece a representação da região Nordeste na chapa.
Segundo o senador, Gaspar reúne atributos como coragem, honestidade e experiência no serviço público, destacando sua atuação como promotor de Justiça, chefe do Ministério Público estadual e relator da CPMI do INSS.
Ao agradecer a indicação, Alfredo Gaspar afirmou que pretende contribuir para um projeto de transformação do país e destacou suas origens nordestinas e sua trajetória profissional. Em seu discurso, também fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo sentir a ausência dele no momento da oficialização da chapa.
À frente da relatoria da CPMI do INSS, Gaspar apresentou um relatório propondo o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais, representantes de entidades associativas e Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. O documento, entretanto, foi rejeitado por 19 votos a 12, encerrando os trabalhos da comissão sem a aprovação de um relatório final.
Tentativa de ampliar alianças
A definição do vice ocorreu depois de semanas de negociações conduzidas pela campanha de Flávio Bolsonaro para atrair o apoio de partidos como Republicanos e da federação União Brasil-PP. A estratégia incluía a escolha de um nome dessas legendas para ocupar a vaga de vice-presidente e consolidar uma aliança eleitoral.
Entre os nomes cogitados estavam a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, atualmente filiada ao Republicanos. A campanha também buscava ampliar a presença feminina na chapa, considerando que as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro.
Com o anúncio de neutralidade por parte das direções nacionais do Republicanos, União Brasil e PP, as negociações não avançaram e o PL optou por uma composição exclusivamente partidária.
Apesar de não integrarem a chapa, Tereza Cristina e Daniella Marques participaram do evento de lançamento. A senadora afirmou que recebeu o convite para ser candidata a vice, mas explicou que questões partidárias impediram sua participação. Já Daniella Marques destacou a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à proteção e ao fortalecimento das mulheres.
Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados e Youtube














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