Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse) registra alta nos acidentes de trânsito e se aproxima de recorde histórico
Hospital Geral de Nova Iguaçu contabilizou 5.520 vítimas nos primeiros oito meses do ano; acidentes com motocicletas respondem por quase 80% dos atendimentos

O número de vítimas de acidentes de trânsito atendidas pelo Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) voltou a crescer e já se aproxima do maior volume registrado em um ano na unidade. Entre janeiro e agosto de 2026, 5.520 pacientes receberam atendimento após ocorrências no trânsito, número equivalente a 95% dos casos registrados durante todo o ano de 2025.
Com 292 atendimentos a menos, o hospital está próximo de igualar o recorde anual de 5.812 vítimas registrado no ano passado. Os números ganham ainda mais destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada entre 18 e 25 de setembro, período dedicado à conscientização sobre prevenção de acidentes e preservação de vidas.
A evolução dos dados mostra uma tendência de crescimento. Em 2022, o HGNI atendeu 5.051 vítimas de acidentes de trânsito. O número subiu para 5.555 em 2023, chegou a 5.768 em 2024 e atingiu 5.812 em 2025.
Julho foi o mês mais movimentado de toda a série histórica, com 864 vítimas atendidas. A média chegou a aproximadamente 28 pacientes por dia, o equivalente a um atendimento relacionado a acidente de trânsito a cada 50 minutos.


Referência no atendimento de trauma e uma das principais portas de emergência da Baixada Fluminense, o HGNI recebe pacientes de diversos municípios. Cerca de 40% das vítimas de acidentes de trânsito atendidas na unidade não são moradores de Nova Iguaçu.
A localização do hospital também contribui para o elevado número de atendimentos, já que a unidade recebe feridos de acidentes ocorridos em importantes corredores viários, como a Rodovia Presidente Dutra, a Via Light, o Arco Metropolitano e o trecho da Serra das Araras entre Piraí e Paracambi.
“O que vemos dentro do hospital é um reflexo direto do que está acontecendo nas ruas. Já estamos muito próximos de igualar, antes mesmo do fim do ano, o maior número de atendimentos registrado em um ano inteiro”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti.
Segundo o secretário, os números representam mais do que estatísticas. “Por trás de cada número existe uma pessoa que sofreu um acidente, muitas vezes com lesões graves e que precisa de atendimento especializado. A Semana Nacional do Trânsito é uma oportunidade importante para olhar para esses dados e reforçar a importância da prevenção e da responsabilidade de todos nas ruas”, destacou.
Motos concentram a maioria das vítimas
Os acidentes envolvendo motocicletas representam uma parcela significativa dos atendimentos realizados pelo HGNI. Nos oito primeiros meses de 2026, foram 4.330 vítimas, correspondendo a 78,4% de todos os atendimentos relacionados ao trânsito no período.
O número já é 14,6% superior ao total registrado em todo o ano de 2025, quando 3.780 vítimas de acidentes com motos foram atendidas no hospital.
A série histórica também aponta oscilações nos anos anteriores: foram 3.282 vítimas em 2022, 3.634 em 2023 e 3.329 em 2024.
Para Luiz Carlos, o crescimento dos acidentes envolvendo motociclistas exige atenção especial devido à gravidade das consequências. “Uma fratura, um trauma ou uma sequela podem significar meses de recuperação, afastamento do trabalho, perda de renda e uma mudança completa na rotina de uma família”, afirmou.
O secretário ressaltou ainda que os impactos de um acidente podem permanecer mesmo após o atendimento hospitalar. “São consequências que continuam mesmo depois da alta hospitalar. Por isso, falar de trânsito também é falar de prevenção, responsabilidade e preservação de vidas”, concluiu.














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