Quaest aponta avanço de Flávio Bolsonaro e redução da vantagem de Lula na disputa presidencial

Quaest aponta avanço de Flávio Bolsonaro e redução da vantagem de Lula na disputa presidencial

Levantamento mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, diferença entre os dois cai para cinco pontos.

A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), indica uma redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 30%, diminuindo a diferença entre os dois de 12 para nove pontos em comparação ao levantamento realizado em julho.

Segundo a pesquisa, Lula oscilou de 40% para 39%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 28% para 30%, consolidando um movimento de recuperação na disputa.

Na sequência aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4% das intenções de voto. Romeu Zema (Novo) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram. O levantamento aponta ainda 10% de indecisos e 8% de eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.

Segundo turno mais equilibrado

A pesquisa também mostra um cenário mais competitivo em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o candidato do PL alcança 39%. A vantagem de Lula, que era de oito pontos na pesquisa anterior, caiu para cinco.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o crescimento de Flávio está relacionado à reorganização do eleitorado de direita. Segundo ele, a reconciliação pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro contribuiu para fortalecer sua candidatura entre eleitores conservadores e reduzir a resistência dentro do próprio campo político.

Escolha do voto se torna mais consolidada

O levantamento revela que 69% dos entrevistados afirmam já ter definido o voto para a eleição presidencial, percentual superior aos 65% registrados em julho. Outros 31% disseram que ainda podem mudar de candidato até o pleito.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula foi citado por 25% dos eleitores e Flávio Bolsonaro por 18%. Ainda assim, 51% dos entrevistados não souberam indicar um candidato, permanecendo classificados como indecisos.

Rejeição e avaliação do governo

Flávio Bolsonaro continua sendo o candidato com maior índice de rejeição, embora tenha apresentado queda de 57% para 54%. Lula aparece em seguida, com rejeição de 52%, dois pontos acima da pesquisa anterior.

A avaliação do governo federal permaneceu estável. A gestão do presidente Lula é aprovada por 48% dos entrevistados e desaprovada por 47%, repetindo os índices registrados em julho. Na avaliação qualitativa, 36% consideram o governo positivo, 36% o classificam como negativo e 26% o avaliam como regular.

Apesar da estabilidade na aprovação, aumentou o percentual de eleitores que entendem que Lula não merece um novo mandato. Esse índice passou de 51% para 55%, enquanto 41% afirmam que o presidente merece permanecer por mais quatro anos.

Percepção do país e da economia

A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre o cenário nacional. Para 55% dos entrevistados, o Brasil segue na direção errada, contra 38% que acreditam que o país está no rumo certo.

Em relação à economia, 43% afirmam que a situação piorou nos últimos 12 meses, 35% consideram que permaneceu igual e 19% avaliam que houve melhora.

Outro indicador mostra mudança na percepção sobre a cobertura do governo: 44% dizem ter visto mais notícias negativas sobre a administração federal, enquanto 29% afirmam ter acompanhado mais notícias positivas.

Metodologia

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada presencialmente entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.