Lula promete mudar forma de governar e defende regulação das redes sociais
Após ser reeleito para seu quarto mandato, presidente afirma que ampliará a participação popular e a comunicação digital; também diz que trabalhará com o Congresso, mesmo diante de uma maioria de oposição.


Reeleito presidente da República neste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a campanha enfrentou o que chamou de “intromissão” de plataformas digitais e voltou a defender regras para as redes sociais. Segundo ele, crimes cometidos no ambiente digital devem ser tratados com a mesma seriedade que os praticados fora dele.
Lula também anunciou mudanças na condução do governo. Disse que pretende abrir mais espaço para a participação da população nas decisões e ampliar o uso da comunicação digital. O presidente afirmou ainda que quer desenvolver uma inteligência artificial brasileira e agradeceu aos integrantes da campanha, entre eles o deputado André Janones (Rede-MG), que coordenou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de inscritos.

Ao comentar o resultado das urnas, o petista classificou a vitória como uma derrota do negacionismo e da mentira e fez críticas ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Lula disse que nunca imaginou enfrentar um representante do que chamou de “milicianismo” e criticou a quantidade de falsidades que atribuiu ao candidato.
A confirmação matemática da vitória ocorreu às 21h08, quando 97% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula tinha 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio. Com a totalização, às 23h30, o resultado ficou em 51,79% para o petista e 48,21% para o adversário.
Às vésperas de completar 81 anos, na terça-feira (27), Lula se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular.
Relação com o Congresso
O presidente disse que pretende governar em diálogo com o Congresso Nacional, embora a composição eleita neste ano tenha maioria de parlamentares de oposição. Lula afirmou que não escolheu os congressistas e que trabalhará com eles para aprovar propostas.
“Esse país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos”, declarou. Sobre as previsões de dificuldades para o novo mandato, respondeu que será com o Congresso eleito que vai votar, trabalhar e buscar apoio para seus projetos.
Lula também planeja conversar com diferentes grupos da sociedade nos próximos dois meses, incluindo empresários, educadores, cientistas e mulheres. Na lista, mencionou ainda o Corinthians e aproveitou para brincar com o time, que perdeu para o Vasco por 3 a 2 no sábado (24): “Está parecendo o Bolsonaro, só perde”.
Ao final, o presidente afirmou que pretende fazer de seu quarto mandato o melhor de todos.
Imagens: Reprodução/TV Globo














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