Projeto educativo de Nova Iguaçu transforma acolhimento em oportunidade de aprender
Em quatro escolas de Nova Iguaçu, as Salas Sensoriais ajudam estudantes a explorar habilidades, se reorganizar diante dos estímulos e participar com mais confiança da rotina escolar.

A escola também ensina quando oferece diferentes caminhos para aprender. Em Nova Iguaçu, as Salas Sensoriais fazem parte de um projeto de Educação Especial Inclusiva que adapta recursos e atividades às necessidades dos estudantes. O objetivo é apoiar o desenvolvimento e ampliar a participação de cada aluno nas propostas pedagógicas.

Nicolas Fabre, de 9 anos, aluno autista do 3º ano da E.M. Monteiro Lobato, no Centro, já escolheu suas atividades favoritas: costurar fitas e brincar com os espelhos. Ele conta que gosta de frequentar o espaço e que as atividades o ajudam no dia a dia.
As salas reúnem materiais e estímulos variados, como texturas, iluminação, música, degraus e quadro interativo. Com o acompanhamento de profissionais especializados, os recursos são utilizados de acordo com as características de cada estudante. Podem favorecer experiências ligadas à coordenação motora, ao equilíbrio, à percepção corporal e aos sentidos.
Salas Sensoriais
O espaço também pode ajudar quando o aluno se sente sobrecarregado pelos estímulos da rotina. Após esse momento de reorganização, ele pode retornar à sala de aula com mais tranquilidade. Em outras situações, as atividades contribuem para desenvolver habilidades e explorar novas formas de interação.

“As Salas Sensoriais são fundamentais para ajudar nossos alunos a lidar com os diferentes estímulos da rotina escolar. Com essa estrutura, temos conseguido ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola, que antes tinham dificuldade de cumprir toda a carga horária”, explica Priscila Ornellas, professora bidocente da rede municipal.
A proposta não é restrita a um diagnóstico nem substitui as atividades pedagógicas. É um recurso complementar, pensado para apoiar estudantes com diferentes necessidades, entre elas as relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e ao Transtorno de Processamento Sensorial (TPS).
Para a secretária municipal de Educação, Virgínia Rocha, reconhecer que os alunos aprendem de formas diferentes é parte essencial do trabalho da rede. “Nosso papel é preparar a rede para reconhecer essas diferenças e oferecer os recursos necessários para que cada estudante possa aprender, participar e avançar.”

A mãe de Nicolas, Sabrina Pinho, também percebe mudanças na rotina do filho. “A sala ajuda meu filho a se regular, a se sentir bem e a realizar as atividades. É muito bom saber que ele está se desenvolvendo também dentro da escola, em um espaço preparado para acolher suas necessidades”, relata.
Nova Iguaçu conta atualmente com Salas Sensoriais em quatro unidades municipais. O projeto integra as ações de Educação Especial Inclusiva e reforça o compromisso de construir uma experiência escolar em que mais estudantes encontrem condições para aprender e participar.














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